Tuesday, August 05, 2008
Fazendo exposição da figura
Talvez porque hoje mais do que nunca eu esteja com tanta vontade de me mostrar, porque a vontade de viver hoje é imensa...
Acho que estou voltando aos velhos e bons tempos, ou indo para novos e melhores.
A aparência não é muito boa, depois de passar a madrugada em claro trabalhando.
Mas o sentimento de utilidade é tanto, a satisfação de fazer o que eu gosto é tanta, que mesmo tendo dormido 3 horas essa noite, eu fui trabalhar cantando, de bom humor.
Um bom humor matinal que não é normal nem quando está tudo lindo na minha vida. Eu simplesmente não acordo feliz. Mas hoje foi assim.
Eu voltei a dedicar tempo pra mim, pra atualizar minhas leituras, pra ver os meus filmes, pra aprender mais técnicas da minha profissão, voltei a desenhar... sim eu voltei a desenhar. Eu nem sabia que ainda conseguia.
E de repente o peso da palavra medíocre se foi, junto com o medo dela virar realidade.
Agora a frase da moda é "orgulho da superação".
E que continue assim, porque chega de lamentações!
Como diz a minha tão citada mãe:
É PRA FRENTE QUE SE ANDA.
Together we're invincible
Sinceramente, eu nunca pensei em ir num show deles. Se eles não viessem até Brasília, eu nunca iria pra São Paulo só para vê-los, como já fiz com outras bandas. Mas já que tocaram na porta de casa, eu não poderia deixar de prestigiar.
O festival foi muito bem organizado, e com o ingresso muito barato pra ter uma atração desse nível, mas quem é de Brasília sabe que o que já foi de graça, não pode se dar ao luxo de cobrar caro... E foram os 10 reais mais bem gastos da minha vida.
Encostada na grade, eu fui presenteada com um dos melhores shows da minha vida. O Tony viu os caras em Sampa, e disse que nunca tinha visto uma banda tocar com tanto TESÃO do que o Muse. E assim foi em Brasília, em um show de uma hora e vinte minutos.
Acho que não só eu, mas todos se surpreenderam com tamanha infra-estrutura, muito parecida com a do dvd lançado esse ano, mas lógico que menor, proporcional ao tamanho do palco.
E o show começou, a tela ao fundo acompanhou, e eu de boca aberta não conseguia nem cantar, nem acreditar... era bom demais pra ser verdade. Meu amigo várias vezes me batia e falava "filma isso!", mas eu não conseguia, eu não queria, eu queria gravar com os meus olhos, eu não queria perder tempo com câmera, eu queria deixar na mente, cada imagem que eu via, cada música que tocava, cada pedacinho de papel que voava...
E de repente eu entendi porque o Muse é o que é hoje. Entendi porque atualmente eles influenciam bandas que um dia já me influenciaram tanto, o Dream Theater como maior exemplo.
Terminei o show toda arrepiada, com lágrima nos olhos.
Escrevi tanto, mas ainda me faltam muitas palavras...
Foi um show pros ouvidos.
Foi um show pros olhos.
Foi um show pra alma.

Wednesday, July 30, 2008
Quanto ao layout...
Porque o layout que eu tava usando podia ser puro loosho, majia, glamu e ceduçãum, mas quando eu usava o mais simples eu era mais feliz.
Então, seguindo o ditado que diz que em time que tá ganhando não se mexe, apesar de não ser supersticiosa, volta o layout, pra ver ser com ele a inspiração também volta.
[depois eu ajeito os detalhes]
A volta do Malandro
Eu quero voltar a criar.
Hoje eu quero tanta coisa. Eu quero inspiração, eu quero novidade, eu quero dinheiro, muito dinheiro.
Eu queria saber porque de repente a fonte secou, as ideias se foram, e nem o idiota que eu amo, que antes me fazia escrever coisas tocantes, agora ele não me serve de inspiração, não me serve de exemplo, não me serve como ser humano.
A procura continua, mesmo que eu não ande com uma camiseta dizendo que estou no time das garotas que precisam de namorado, mas volta e meia eu ainda reparo nas novas caras que surgem perto de mim.
Mas como é que a pessoa escreve se ela não lê?
Eu não leio, mas que merda, isso me irrita, eu quero ler, coisa de gente grande, aquelas coisas que me fazem escrever outras coisas, tudo muito interessante, como eu julgo ser.
Se eu não trabalho a porra do intelecto, não sai caralho nenhum, né?
Olha, não liga não, hoje eu tô super boca suja.
Hoje, e tem uns tempos...
Eu acho que de tanto reclamar da vida, xingar tudo e a todos se torna tão comum.
Mas como diz minha mãe, não existe razão em reclamar porque quer algo diferente, se você continua fazendo tudo igual.
Novas atitudes geram novos resultados.
Mas que praga, minha mãe sempre acerta.
Ela tava aqui esses dias, veio passar férias comigo, e como era de se esperar, toda vez que um parente vai pra minha casa, na primeira semana é tudo lindo, depois disso eu quero que vá embora, porque eu não aguento mais a invasão, as criticas, a divisão de tudo, principalmente de espaço.
O que me faz ter certeza que eu mereço a solidão como a solidão me merece, lembrando sempre que isso não é uma coisa ruim, eu não sofro por isso, e eu amo morar sozinha.
Eu to aqui porque eu amo caralho do povo que lê essa porra, e se importa comigo e gosta do que eu digo.
ó só, prometo que voltei.
Nem que seja pra falar merda, e pra ninguém ler essa porcaria, mas eu tô por aqui.
Se precisar, é só chamar.
E pra terminar, uma conversa relevante:
jotapê ): diz:
procura uma câmera chamada HOLGA.
vê o que ela faz.
- Luciana Lobato diz:
a holga fica gravida de luis carlos prestes e quer ter o seu filho no brasil?
jotapê ): diz:
na verdade, ESSA holga MORRE na câmara.
(emoticon de movimento da mão que simboliza o trocadilho)
Só porque apesar de tudo, eu ainda sou engraçadinha.
Friday, June 20, 2008
Pela banalização da vida.
Eu ia ficar podre de blasé e provavelmente de pedante também.
Mas daí meu bem, ser pedante rica é bem melhor, né?
Fica a dica.
Sunday, June 15, 2008
WTF
Aliás, a inspiração acabou tem muito tempo.
Retorno com a programação normal quando me sentir normal.
Em Manaus foi tudo lindo, me apaixonei várias vezes. Mas já passou.
E o novo layout do blog tá suuuper bandeira gay, mas foda-se.
E foi o meu querido Reinolds que me ajudou na parte chata que eu não entendo.
O blog super chic dele é: http://reinaldodimon.com/blog/
Pronto, postei.
Monday, May 19, 2008
I love my brain - you're all I need.
You're all I need.
Could we stay right here until the end of time, until the earth stops turning?
I'm just an insect trying to get out of the night. I only stick with you because there are no others. You're so cute when you're sedated, dear.
You are all I need. I'm in the middle of your picture, lying in the reeds.
Lay your head where my heart used to be... Hold the earth above me... Until it stops turning... Wanna love you until the seas run dry... I've found the one... I've waited for...
Fear starts creeping up, when you have so much to lose. Your love waits you while you're cheating. Lightning strikes you when you're moving.
You're all I need.
I love you less now that I know you.
It's all wrong.
It's all right.
It's all wrong.
You're all I need.
The light you see in my eyes, you do have something to do with.
Play the game namely love, play it like you have nothing to lose.
Sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can sleep tonight.
You're all I need.
I love you less now that I know you.
It's all wrong.
It's all right.
It's all wrong.
You're all I need.
You're all I need.
You're all I need.
Sunday, May 18, 2008
Motivos e motivações
Novas inspirações, novos amores, novas alegrias, novas novidades, novas mentiras, novas piadas...
Porque os assuntos de sempre já não me inspiram mais, já não estimulam, já não fazem muita parte do sou.
Quando tudo volta a mesma porcaria que era antes, quando brigar nem adianta mais, quando se empolgar nem vale mais a pena, tende-se ao comodismo. Alguma coisa explica a falta de iniciativa mesmo nas situações onde se sabe todas as soluções?
Preguiça, talvez. E claro, mediocridade.
E eu não quero ser medíocre. Eu não quero.
Eu não quero fazer as coisas pelos outros, eu não quero aprender pra impressionar os outros, eu não quero viver minha vida pelos outros, eu não quero seguir os conselhos dos outros. Eu não quero ser os outros.
O caminho das pedras eu sei. Eu só não sei o que falta pra me fazer começar.
Talvez eu não tenha apanhado o suficiente pra aprender, talvez falte mais sofrimento.
Talvez eu tenha que mudar de cidade.
Talvez... que palavra insuportável.
Talvez seja hora de morrer, e nascer de novo.
Sunday, May 04, 2008
Teoria das Laranjas
Obrigada ao meus amigos que fazem parte de minha reles existência.
Obrigada por serem presentes, por discordarem, por me acordarem e me deixarem dormir sempre um pouco mais, e por me alimentarem nos domingos solitários.
Obrigada por escutarem minhas reclamações, por rirem das minhas piadas sem graça, aguentarem bebedeiras, aguentarem TPM's, aguentarem eu, ridícula.
Obrigada aos poucos e bons amigos brasilienses.
Obrigada aos poucos e bons amigos distantes.
E principalmente, obrigada por não serem indiferentes.
Eu agradeço e externo esse sentimento, porque faço questão de que as pessoas que me cercam saibam que são amadas, são queridas e lembradas. Porque eu simplesmente não consigo conviver diariamente com uma pessoa, e ser indiferente. Pode ser carência, pedantismo, tanto faz, mas eu não consigo. Infelizmente, desenvolve-se afeto, daqueles que te fazem pensar em voltar pra dentro do fogo no caso de um incêndio.
E por mais que a gente ache as datas especiais desprezíveis, não existe um ser humano nesse mundo que não goste de ser lembrado, se sentir querido. Mas infelizmente não é todo mundo que sabe dar e receber.
Porque não se chega numa papelaria e pede-se meia dúzia de laranjas.
Simplesmente não se exige de uma pessoa ou situação o que ela não pode te dá.
E é por isso que eu agradeço aos meus poucos e bons amigos.
Porque eu sei que deles eu posso pedir laranjas.
Friday, April 25, 2008
Velhice.
Você percebe que tá ficando velho quando precisa de um cantor ridículo, mas que descreve a tua alma, pra te fazer inspirar, pra te fazer escrever, externar e procrastinar.
Aliás, você percebe que tá ficando velho mesmo quando nem procrastinar você consegue, porque o tempo não te permite, porque a tua vida tá corrida demais pra fazer qualquer coisa miúda que seja.
Você percebe que tá ficando velho quando trabalha mais do que estuda.
Você percebe que tá ficando velho quando trabalha mais do que dorme.
E principalmente, você percebe que tá ficando velho quando tem tempo pra dormir, mas não consegue. A insônia é o principal sintoma da velhice.
Você percebe que tá ficando velho quando as músicas antigas te remetem momentos únicos que nunca voltarão, e quando você acha que todas as bandas novas que surgem todos os dias não se comparam nem um pouco com o que é música de verdade. Aliás, o conceito de "correto" e de "verdade" é algo que só a velhice te dá. E muitas vezes errado.
Você percebe que tá ficando velho quando acorda agitado, resolve mil coisas num só dia, e não para nem no momento de descanso. E você percebe de uma maneira desesperadora que tá ficando parecido com a sua mãe, com aquela inquietação irritante, que você se prometeu que nunca teria. Pior ainda, você realmente já está velho quando se dá conta de que parece mais com os seus pais do que gostaria. O que é mais desesperador, irritante e perturbador do que tudo que já foi citado acima.
Você percebe que tá ficando velho quando faz coisas boas, e não espera nada em troca.
Você percebe que tá ficando velho quando as coisas não te abalam mais, e que você alcançou a tão esperada maturidade.
Você percebe que tá ficando velho quando você deseja a felicidade de quem você ama, mesmo que não seja correspondido.
Você percebe que tá ficando velho quando se olha no espelho pela manhã, e vê que tem uma ruguinha em baixo do seu olho, que até pouco tempo atrás não residia ali.
Porque você só percebe que ta ficando velho assim, de um dia pro outro, sem tempo de tomar fôlego antes.
Tuesday, April 22, 2008
Vai.
Tenha um acidente de carro, pule da ponte, seja atingido por uma bala perdida.
Vai embora.
Mude de bairro, de estado, de continente, de galáxia.
Me deixa.
Me deixa pelo menos um dia sem ser tomada pela tua presença, que me faz sentir tão pequena.
Troque de roupa, mude de estilo, afogue os detalhes que me fazem entrar em desespero.
Remova as tatuagens, raspe a barba e o cabelo, desapareça.
Não ria das minhas piadas, não me dê atenção, não fale comigo.
Me ignore, me deixe.
Morra.
Antes não esqueça de devolver a minha vergonha na cara e meu amor próprio.
Meu sono e minha identidade musical e alcoólica também.
Não esqueça de me deixar ser aquela que eu era antes de você.
Mas por favor, não esqueça de morrer.
Por favor.
Wednesday, April 16, 2008
I love my brain.
Thursday, April 10, 2008
Recaída e Evolução - Parte 2
Já desmistificou sua imagem santa, já reconheceu os defeitos e já deixou de se importar pelo menos um pouco.
Já não sonha mais, não imagina, não questiona, não comenta. Apenas deixa ser.
A não ser, claro, nas recaídas.
Nos pequenos momentos que se permite pensar no que poderia ser, na chance que talvez pudesse ganhar...
Mas é o talvez que a atormenta, é por causa dessa palavra que ela desistiu, e também por causa do nunca que vem logo depois.
Se ao menos os detalhes preferidos não fossem tão gritantes, se ao menos ele não criasse mais detalhes, se ao menos ela não se importasse tanto com eles, se ao menos os detalhes não fizessem a diferença...
O próximo passo é abandonar a incerteza, e recuperar a segurança, pra poder alcançar a indiferença.
Pra poder deixar de ter recaídas a cada sinal carinhoso.
Pra poder deixar de ter recaídas a cada sinal misterioso.
Pra poder deixar de ter recaídas e voltar a escrever sobre o mesmo assunto de sempre.
Mas pelo menos houve evolução.
Recaída e Evolução - Parte 1
Seu último vestígio, no território, da sua presença
Impregnando tudo tudo que
Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais
A vida é doce, depressa demais.
E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona... "
Lobão - A Vida é Doce
Sunday, April 06, 2008
bênção.
Não necessariamente nessa mesma ordem.
Mas as vezes deseja não pensar.
E por que não?
Essa pratica atual (entende-se que pensar nunca fora um de seus hábitos), tem lhe privado do que antes achava normal. Pura questão de valores reavaliados.
É difícil descobrir e aceitar que não pode fazer mais coisas que fazia no passado. E pensar se torna um peso, porque quanto mais ela pensa, mais deseja não pensar.
Ela olha e não entende.
Presente ali apenas o seu corpo, porque a mente.... na lua.
O professor fala, mas ela só escuta a voz da sua cabeça, que diz: "Ser racional não é legal", numa rima infantil.
De tanto pensar ela baixa a cabeça e dorme.
E quando acorda com um grito do professor ela conclui:
A ignorância é uma bênção.
escrito em 11 de novembro de 2005.
Friday, April 04, 2008
Muito de mim, no pouco que sou.
Muita coisa pra escrever, pouco sentido pra fazer.
Muita coisa pra limpar, preguiça em dobro de viver.
Muita coisa pra fazer, pouco tempo de executar.
Muitas vontades pra realizar, poucos meios de ver.
Muitas sonhos pra afundar, pouca vontade de permanecer.
Muita fé pra exercitar, pouca paciência pra esperar.
Muita gente pra esquecer, poucas coisas pra ajudar.
Muito amor pra dar, pouca reciprocidade pra ocorrer.
Muita coisa pra aprender, pouca memória pra guardar.
Muito pra estudar, pouca coragem pra começar.
Muito pra se enxergar, poucos olhos pra crer.
Muitas derrotas pra acontecer, poucas vitórias pra incentivar.
Muita coisa pra concretizar, pouco dinheiro pra viver.
Muitas barreiras pra ultrapassar, pouca força pra vencer.
Muita vontade de desistir, pouca coragem pra tentar.
Muitos porres pra tomar, pouco estômago pra aguentar.
Muita coisa pra viver, pouco de mim pra esperar.
Monday, March 31, 2008
Brasília não se importa - Parte 2.
As vezes eu me pergunto se ela ainda é minha.
Sim, Brasília é minha.
Eu já cantei alguma vez pra você "Nós temos uma cidade para amar"?
Não? Poxa, que pena. É porque você não é digno de Brasília.
E nem da minha cantoria.
Nova Iorque pode ser tema de canção, pode ser contraste, pode ser fusão, mas uma coisa ela não tem: O avião.
É que Brasília me faz criar rimas medíocres.
Quinze anos atrás, quando eu cheguei, não podia nem imaginar que seria doutrinada e discipulada à solidão local, e que aprenderia amar a seca que faz o meu nariz sangrar, mas que deixa meu cabelo lindo... Brasília me agrada principalmente na seca.
A infância foi brincando no Parque da cidade, circulando de patins nas entre-quadras, e andando de bicicleta debaixo da passarela do Eixão.
Foram as pernas roxas que me fizeram morrer de amores por Brasília, e não as músicas do Legião.
Aliás, artista nenhum fez a minha cabeça... Porque a Capital deixou de ser a Cidade do Roque tem muito tempo...
O metrô também é uma pornografia, mas as calçadas são impecáveis.
Aqui nada depende de mim, muito menos as luzes.
Nova Iorque pode até se importar com você, mas uma coisa é certa:
Brasília não te dá a mínima.
Brasília não se importa - Parte 1.
Thought I knew which one to wear
But I'm sick of spending these lonely nights
Training myself not to care
The subway is a porno
The pavements, they are a mess
I know you've supported me for a long time
Somehow I'm not impressed
But New York cares..."
Interpol - NYC
Sunday, March 30, 2008
Última vez - parte 2.
Um oceano de sentimentos, de vivências, e situações, se resumem em apenas uma palavra. Paradoxo.
Que se você for parar pra pensar, não tem significado definido, não é nem lá, nem cá, é divergente, é discordante, é discrepante.
E que se EU for parar pra pensar, se resume em mim. Uma gama de palavras que no fim são a mesma coisa.
Parece o mais puro clichê da existência humana, alguém dizer que é o contraste em pessoa. Mas eu nunca pensei que pudesse ser essa antítese, esse devaneio. Eu nunca pensei que eu pudesse amar e odiar tanto alguém. Nunca.
Os anos vão passando, a situações vão se repetindo, e a trajetória de pseudo-paixões não-materializadas e sequer correspondidas tem sido massante. Pra mim já deu. Eu cansei.
Carregar isso nas costas já devia ter me feito ao menos aprender a lidar com essa situação que sempre se repete... Mas não, o alguém em questão é diferente de tudo que eu já me deparei. E o que dói mais não é nem a rejeição, é falta de consideração. É saber que ele pode ser a criatura mais dócil do mundo, mas que ele não me escolheu pra demonstrar os bons sentimentos. E aquelas músicas de perdedores não saem da minha cabeça, que vai de Lenine a Pearl Jam, numa mistura de "Por que não eu?" com "Por que você não pode ser a estrela do meu céu?", mas o Por Que sempre está presente...
Mas do que importa, se eu já desisti?
Hoje, eu jogo a toalha.
Hoje, ele já não faz parte dos meus sonhos e ilusões.
Hoje, eu vou apaga-lo.
E que comece então a fase de desamor.
Porque hoje, é a última vez que eu choro por ele.
Última vez - parte 1.
Como o vício de se entregar prontamente a cada nova relação sem pensar no que isso pode nos levar. Esperamos, claro, sempre o melhor. Aliás, não esperamos, temos certeza do melhor, porque a cegueira do amor não vê defeitos não é mesmo?? "Como que algo tão bom não irá durar??". Oras, porque as coisas nem sempre são assim... tão simples. Ou as vezes são e nossas depressões constantes com o término das coisas é que fazem com que elas pareçam tão complicadas.
Era óbvio que ele, mais uma vez não conseguiria passar por tudo aquilo com a clareza que se espera de alguém que faz do pensamento sua forma de viver. Mas, na verdade, clareza é algo que só existe para os ignorantes...
Nessas de se entregar prontamente a tudo com a intensidade de algo certo tem seus riscos. E alguém que corre riscos deve acostumar-se com eventuais derrotas - as vezes mais freqüentes do que eventuais.
Pensou... "Nessa idas e vindas... de se entregar e se perder no outro... a gente se mata um pouco a cada dia". Assim como um trago de cigarro lhe destrói, também o faz o amor a quem ama demais... Então.."porque me culpar?"... se de uma forma ou de outra vou morrer mesmo. Seja de uma forma ou de outra, com um trago ou um beijo, morro um pouco a cada dia.
Não se culpou mais com os maços de cigarro aos quais se entregava diariamente, deixou ser. Encerrou, sentado àquela mesa, mais um cigarro e mais uma derrota.
Dormiu bem..."
Texto: Bruno Guerra.
E hoje ele combina perfeitamente.
Tuesday, March 25, 2008
Minhoca Minha
E firmaram o palco que seria a testemunha e o estímulo das heresias, profecias, e divagações de uma próspera amizade: a mesa de bar.
Ela saiu de casa aquele dia pra tornar real o que já nem acreditava que pudesse existir, porque placa de Unaí se vê em Brasília mais que placa de retorno, mas daí encontrar um ser humano correto, educado e politizado só podia ser miragem de oásis no deserto de outubro do Distrito Federal.
Ele era curiosidade na cabeça dela. Mal sabia ele que a roraimense já tinha escutado parte de suas histórias vergonhosas, e que já tinha até se divertido à custa dele por causa disso. E ele nem era o objetivo da noite... Aliás, nem do dia. O feriado era pra ter sotaque carioca e nortista, e não das porteiras das terras de peão e rodeio.
Ela saiu de casa vestida pra batalha, mal sabia o que podia encontrar no percurso ou no destino, na dúvida, e na seca, nunca se arrisca. Deixa a alça do sutiã aparecer, que é máximo que ela sabe fazer pra provocar o sexo oposto. E vestida que nem piranha ela chega no bar, faz cara de paisagem, acha a mesa e senta. Pronto, hora do abate.
A mania de perseguição cognitiva nunca culminou daquele jeito. Por fora um sorriso e uma maquiagem impecável, mas a mão suava, e seu coração abraçara o pâncreas adoentado.
E ele veio de brinde.
Ele não, eles.
Porque tinha outro lá, uma das criaturas mais insanas, afetadas, e amorosas que ela teve o prazer de encontrar em sua sobrevivência.
Eles se olharam, e pronto. Não se sabe como foi pra ele, pra ela foi amor à primeira vista.
Eles se gostaram de graça, e olha que ela gostar de alguém assim, é quase como ganhar na loteria. E num pequeno gesto de cavalheirismo, que nem é comum pra ele, ela se encanta. Um simples copo de cerveja, ele deu o dele pra ela, e regou a rosa do Pequeno Príncipe.
Se conhecerem, se adoraram, embebedaram, e dançaram. Cansados sentaram no chão, e meia dúzia de palavras apenas foram ditas. Nada mais precisava ser comentado.
A noite acabou.
Ele ganhou diversão.
Ela alcançou objetivos, e resgatou sentimentos.
Ele ganhou uma amiga.
Ela ganhou mais anos de vida.
Pro Mauro. Tinhamo.
Monday, March 17, 2008
Falta de metodologia.
Acredito que os jornalistas, aqueles que eu suponho que vivam de escrever, devam ter a sua metodologia também. Isso, talvez fosse a única coisa que me atrairia caso eu fizesse tal curso. Como essa matéria deve ser nos primeiros semestres, depois de fazê-la eu largaria o jornalismo, antes que a crise-existêncial-jornalistica batesse à minha porta.
Tal metodologia me ajudaria muito, como hoje, que estou até inspirada pra escrever algo, mas não sei o que falar, nem como começar, fazendo cair por terra aquela imagem que as pessoas tem do designer, de ser uma pessoa "extremamente criativa".
Pensar tem sido difícil pra caramba.
Me passou pela cabeça como seria lindo se houvessem metodologias para tudo na vida, o passo-a-passo pros problemas financeiros, pros fracassos amorosos, para a boa convivência em sociedade. Já pensou? Ia ser tão prático, principalmente porque com o aumento da inclusão digital, e o fácil acesso à internet, existiriam tutoriais disponíveis pra download!
De repente, todos os nossos problemas acabariam, depois de uma procura no google! Isso que é um pensamento moderno, não é mesmo?
E como seria quando acabasse os assuntos? Quando tudo que eu penso e que me inspira é um ser humano que não dá a mínima pra mim, que me despreza e se preocupa comigo ao mesmo tempo, fazendo da minha vida um paradoxo estacionado em cima do muro?
Dizem que os amores complicados e impossíveis são os que valem mais a pena, e eu até concordaria se a balança não pesasse mais no lado do sofrimento, se não doesse toda vez que eu penso nisso, e se os pensamentos não ficassem tão sem nexo como esse texto, que começou falando de métodos, e agora fala de amor.
É, amor.
Se não for isso, é o que?
O que explica eu gostar até dos defeitos, das manias irritantes, das piadinhas sem graça e dos cortes de cabelo e barba, um mais feio que o outro? É amor, meus amigos.
Daqueles que se fossem correspondidos, seria tema de novela.
E se é amor, o sentimento de incompetência, de impotência, e de inexperiência são o quê?
Falta de metodologia.
Monday, March 03, 2008
nem é
Dá pra entender por que eu sou estranha assim?
Por que eu gosto de me trancar no meu mundo, e odeio quem possa me assistir ao vivo?
Por que a palavra solidão agrega tanto valor negativo?
She´s my best friend...
Cadê aquela segurança que a Bruna falou que eu tenho?
Cadê o controle emocional?
E depois de tanto ódio, tanto incomodo, eles foram e eu fiquei.
E chorei sozinha, vendo minha criança indo embora.
Tô sentindo falta do barulho, do choro, e da conversa sem nexo.
E escutar aquela vozinha dizendo "titia! cavalo! peixe!", não exatamente nessa ordem, mas várias vezes por dia.
Eu escolhi assim, eu sempre quis estar aonde eu estou.
Agora eu sou só trabalho e só Interpol.
E nem é TPM.
Thursday, February 14, 2008
Peruando.
Wednesday, February 13, 2008
2008
Wednesday, December 05, 2007
batepapo.com.br
Então tu nem vem, né?
- Luciana Lobato diz:
acho que não, parece que é isso que tu quer.
tu só fala nisso.
Haroldo diz:
sera?
seramesmo.com.br?
- Luciana Lobato diz:
achoquesim.com.br
Haroldo diz:
achoqueeuqueroquetuvenhasim.com.br
- Luciana Lobato diz:
ficofeliz.com.br
Haroldo diz:
tenhoquelavaralouça.com.br
bjo.com.br
- Luciana Lobato diz:
tchau.com.br
teamo.com.br
Haroldo diz:
(L).com.br
E não vejo a hora de chegar.
Tuesday, November 27, 2007
aqui.
Só me resta parafrasear os outros.
Só me resta.
instante de dois
Não quero que você me engula
Não quero que você me acorde
Não quero que você me durma
Não quero que você me assista
Não quero que você me assuma
Não quero que você me corte
Não quero que você me inclua
Eu só quero um segundo teu
E um segundo meu
Um instante de dois
Sem mais, nem pra depois eu te dizer
Que eu te amo não
Te amo demais para ser prisão
De dois
Amor
Monday, November 26, 2007
QUE FAÇA!
O pauloleminski
é um cachorro louco
que deve ser mortoa pau a pedra
a fogo a pique
senão é bem capaz
o filhodaputa
de fazer chover
em nosso piquenique
ENTÃO QUE FAÇA!
green grass
Can't tell the birds from the blossoms
You'll never be free of me
He'll make a tree from me
Don't say good bye to me
Describe the sky to me
And if the sky falls, mark my words
We'll catch mocking birds
Lay your head where my heart used to be
Hold the earth above me
Lay down in the green grass
And please, please, love me.
Sunday, November 25, 2007
Corrente.
Mas como o tédio de domingo é grande, eis que resolvo participar.
é assim:
você abre o dicionário, pega a primeira palavra que você olhar, escreva o significado, e depois pegue a primeira figurar que o google achar.
A minha foi:
que tem competência ou jurisdição legal;
que tem habilidade, aptidão;
apto;
capaz;
que lhe pertence;
devido;
próprio;
adequado;
suficiente.
E a foto:

Bem, muito melhor que me deparar com a foto do próprio presidente, né?
Deus me poupou da ironia usual.
Só passo a corrente pra Bruna, a única blogueira que lê esse blog e que ainda não tinha sido "correntada".
Tuesday, November 20, 2007
Wednesday, November 07, 2007
Transbordando.
Aqui, hoje e agora, eu boto pra fora.
Você não cabe mais dentro de mim.
Eu te odeio TANTO que só você não vê.
Não vê que eu te olho, que eu te sigo, que te gosto, que eu te respiro, e que a sua existência em mim é maior que eu, e que transborda.
E que eu tô cansada, de guardar você dentro de mim.
Porque... assim... você... não cabe.
Não cabe mais dentro de mim.
Então hoje eu te boto pra fora, de boto pra fora da boca, pra fora da cabeça, e pra fora do coração. Porque você é muito. Muito de você dentro de mim.
Te boto pra fora da boca, de boca pra fora.
E assim, te botando pra fora, eu acabo te botando de novo pra dentro de mim.
E por isso eu te odeio.
Você é muito no pouco que eu sou.
antunes.
Pode ser guitarra, pode ser violão. Pode ser brocha, pode ser garanhão. Pode ser trepada, pode ser masturbação. Pode ser cama, pode ser chão. Pode ser visita, pode ser invasão. Pode ser regra, pode ser exceção. Pode ser tristeza, pode ser preocupação. Pode ser marte, pode ser plutão. Pode ser xadrez, pode ser gamão. Pode ser sério, pode ser gozação. Pode ser solteiro, pode ser sultão. Pode ser papo, pode ser discussão. Pode ser progresso, pode ser recessão. Pode ser bolsa, pode ser pregão. Pode ser favela, pode ser mansão. Pode ser fim, pode ser introdução.
Só não sei porque, eu e você, não pode não.
Tuesday, October 30, 2007
TPM do bem?
Mas os outros sintomas da fase insuportável do mês eu sinto, um sentimentalismo que eu não tenho, uma carência excessiva, e uma vontade incontrolável de comer 50 quilos de brigadeiro.
Se aproveitando disso, as pessoas tendem a piorar a situação, cortando minhas pernas com textos açucarados, que me dão vontade de escrever o meu, se é que algum açúcar eu consigo jogar nesse blog. Daí eu penso na mulherzinha que no fundo profundo do meu ser habita em mim - sem nenhum exagero de expressão, na identificação brega que eu sinto sem querer, e no ser humano que eu sou sem saber.
Que merda, eu sou gente.
E como gente, eu não existo na maioria das situações.
Eu não existo quando sou tomada pela existência do idiota-amado, que é maior que a minha, que é melhor que eu, que é mais forte do que sou, e que é tão irritante quanto a pessoa em questão. O que de fato me faz querer não existir literalmente, as vezes.
Eu não existo quando eu visualizo que o sentimento não acabou, que a decepção que eu achava sentir era só um amadurecimento meu, e do sentimento, que eu odeio muito, mais do que tudo, mais do que o dono do sentimento, mais do que toda essa situação.
Eu não existo de preocupação, quando um amigo querido some, desaparece do mapa, e mesmo que não me dê um sinal de vida, mesmo que tenha me feito passar uma situação horrível, eu ainda sinto aquela dorzinha do amor que eu sinto por ele, e o ódio que eu senti por 25 minutos some, e eu só sinto aquela dor, dor de tanto amor, dor de aflição, de preocupação, de amor.
Não existir eu não existo, por vários motivos, todo dia, toda hora.
Não existo porque eu sou gente. Que merda, eu sou.
Sunday, October 21, 2007
Domingo parte 2
- Acorda, se arruma e vem pra cá!
- Tem almoço ai?
- Tem.
- Me deixa dormir mais um pouco?
- Ta bom, daqui meia hora eu te ligo.
Eu realmente precisava de Brexa na minha vida.
Thursday, September 27, 2007
Procura-se
Semana passada a filha da puta tomou 5 garrafas de cervejas e sumiu.
Procura-se meu amor próprio.
Alguns anos atrás, no suvaco do mundo talvéz, ele se perdeu no meio da selva.
Procura-se minha coragem.
Essa aparece quase todo dia, mas só entre 4 da tarde, e 1 da manhã.
Procura-se minha leitura.
Essa eu acho que sei, deve ter ficado no antigo apartamento.
Procura-se meus estudos.
Uns três meses atrás, saiu de férias, e nunca mais voltou.
Procura-se minha organização.
Se é que essa de fato existiu...
Procura-se Luciana.
Tem visto ela nos últimos tempos?
Se por acaso achar ela por aí dando sopa, pega ela pelos cabelos e arrasta pra realidade, ok?
Friday, September 21, 2007
Ben Charles

Músico, compositor e produtor natural de Roraima, Ben Charles chega em Brasília para lançar o seu mais novo cd "O Mundo", o sexto de uma longa estrada independente de vinte e um anos. Letras abordando temas políticos/sociais e ambientais com pitadas de poesia, humor às vezesno-sense, outras veses ácido, e essencialmente humano. Com uma agradável mistura de rítmos brasileiros e latinos, Ben instiga o ouvinte a uma reflexão do mundo com muito entretenimento, " Papel fundamental da arte".
Thursday, September 20, 2007
Parabéns.
Feliz alguma coisa pra você, seja o que for que você tenha feito.
Parabéns pelo aniversário do ano passado, e pelo aniversário desse ano que talvez já tenha passado e eu sequer lembrei.
Na dúvida, parabéns por todos os aniversários de sua vida, antes que eu esqueça.
Parabéns pra mim, que sou o que sou, e me divirto.
Parabéns pela minha pessoa, pelos quilos a mais, juízo de menos, e experiências de vida.
Parabéns a mim mesma, a meu caráter, personalidade, e à tudo em mim que eu gosto e me orgulho.
Parabéns pra minha mãe, mulher guerreira, simples, dedicada, e terna.
Parabéns pro meu pai, pelo bom humor, pelo mau humor, e pelas coisas que me irritam.
Parabéns pros meus amigos, que me suportam, nos dias de cão, nos dias de tédio, nos dias de cantoria, e nos dias de fanfarrismo.
Parabéns a tudo e a todos.
Meus parabéns até para o Lobão, e seu excelente álbum acústico.
Agora, eu posso dizer que tirei um dia ou minuto que seja, parabenizando as pessoas e as coisas.
Já tive meus dias de reclamação, agradecimento, mas eu nunca tive meu dia de parabenizar.
Parabéns mais uma vez a mim então, pelo meu dia de parabenização. Mesmo sem saber se isso é bom ou não...
Sunday, September 16, 2007
Externando.
Eu preciso declarar isso, externar, deixar bem claro para todos....
CANDOMBLÉ, CANDOMBÊ E QUIXABEIRA DE CU É ROLA!
Aaah...
Que alívio.
Agora devolvam meu domingo.
Sunday, September 02, 2007
Me deixa
Me deixa fazer
Me deixa falar
Me deixa voar
Me deixa morrer
Me deixa ser... eu.
Postal nº1 da série Me Deixa Ser e Fazer - Liberdade de Expressão, por Luciana Lobato.
Ui.
Thursday, August 02, 2007
Eu Sou...
Eu lembro que desde os tempos da escola eu era: doida, rockeira, bêbada, legal, extrovertida, engraçada, e coisas parecidas. E a opinião que o povo da faculdade tem sobre mim não mudou muita coisa - ou nada.
Wednesday, August 01, 2007
Rest in piece

"Isso tudo porque foi no Risca Faca que eu te conheci..."
Engov we trust
"Não tenho nada a declarar", eu disse.
Amém.
Nem tudo precisa fazer sentido. Ou precisa?
Tuesday, July 24, 2007
Depois e Depois
Depois de quase dois meses, depois do fim de mais um semestre, depois de uma visita de mãe, depois de passar uns dias em São Paulo, depois de voltar à rotina, eis me aqui.
Eu não sei o que tem de errado comigo, mas me falta uma certa perseverança para/com esse blog pobre-coitado. Nesse tempo, muita coisa aconteceu, ou não. O Ottomar não morreu, aliás, tá mais vivo do que eu, você, todas as pessoas que visitarem esse blog, e todos os irternautas do mundo inteiro. Haja saúde! E com o fim do semestre na faculdade, eu acabei que não fazendo um post descente de campanha pró-morte do Governador. Quem sabe se eu tivesse me dedicado, me engajado, tivesse procurado aliados, talvez eu tivesse sucesso nesse projeto.
Mas eu não seria eu se eu tivesse feito tudo isso. Sabe como é, né? Aquele lance de Procrastinação Crônica que eu sofro. Que Deus me cure um dia.
E no Senado, aquele cabaré de sempre. Renanzinho foi descoberto, investigado, pressionado, e ofendido. Aquele homem é uma rocha, eu diria. Dia desses eu levei Mainha pra dar uma volta na Casa, e estávamos de frente da porta do Plenário quando a Sessão Deliberativa terminou, e ELE apareceu. Ao vê-lo de perto minha mãe falou: "Ele não é de se jogar fora". Eu fiquei meia assustada com essa declaração, mas pelo menos ela me fez lembrar do que o meu queridíssimo Roberto Jefferson disse em seu blog: "Bobocas, cuidado com elas, nós somos 'gastosos' e não gostosos. Pelo menos, façam vasectomia. Eu já fiz." Aliás, um ótimo blog esse do Robertinho. Qualquer hora eu adiciono nos favoritos.
Mas uma coisa, escrevam o que eu vou dizer: Se o relátorio da Polícia Federal que sairá em Agosto não acusar nada, essa história vai durar até dia 20 de Dezembro (quando começa o recesso legislativo), e simplesmente será esquecido e arquivado. E o Hermanito Renan não sairá daquela Cadeira até o fim do mandato. Não é praga, não. É a mais pura realidade enxergada de quem está olhando a situação de ponto mais alto.
Pelo menos aquela confusão do Conselho de Ética me mata de rir. É preciso muito bom humor pra lidar com a Política Brasileira.
Se eu fosse uma pessoa mais influente (e menos preguiçosa), eu faria uma campanha pró-morte de cada parlamentar corrupto. Só que pra isso eu teria que largar a faculdade, o emprego, e recrutar mais de 3 mil publicitários e aliados. Mas daí me passa na cabeça "se eles não tão nem aí pra gente, eu vou ligar pra eles?". Que morram de parada cardíaca então, que nem o Toinho Malvadeza ( vulgo Antônio Carlos Magalhães), torcida da minha parte com certeza não vai faltar. Seria tudo mais fácil se eu morasse no japão, mas eu não largo por nada o País do Alalaô.
É isso ai, ressuscitei blog. Com um post que pouquíssima gente vai entender, mas dane-se. Aos amigos e leitores, eu mando um efusivo abraço. E para as pessoas que não concordam com as minhas medidas políticas extremistas eu mando o meu mais sincero "vão tomar nos fundilhos."
- "Luciana, e do Roriz, você não vai falar?"
- Calma, o Roriz é assunto para zilhôes de outros posts.
Tuesday, June 05, 2007
Monday, May 28, 2007
Inspiração de Licença-Premium
Esse lance de manter um blog é mais complexo do que eu imaginava. Escrever pra mim é que nem arrotar - não adianta forçar, tem que ser espontâneo. E eu sei que essa foi a pior comparação que eu já fiz na vida. Mas fazer o que? Quando minha inspiração resolve sumir, tira férias de 3 meses em Paris. (Já viram aquela comunidade "Só sofro em Paris"?)
Das observações habituais, também não tenho nada a declarar.
Quer dizer, fiz algumas reparações pessoais, mas eu juro que não convém falar aqui, principalmente depois da infame comparação da escrita com o arroto.
Até tentei escrever algo sobre a vinda do Papa, e o quanto ela NÃO representou pra mim, mas acabei deixando de lado. Vai fazer quase um mês que o Pontífice Romano foi embora, perdi o Time do post. E sabe como é, né? Time é tudo....
Então beleza, é isso aí, acabou o assunto por hoje.
E eu juro que um dia eu ainda posto no Jornalesmas, mas só quando a inspiração voltar da licença-premium.
Em tempo: o Nietzsche chorou que nem uma bixona. Do jeito que eu gosto.
Friday, May 11, 2007
"Load your guns before the night"
Criei uma aversão a Chico Buarque, e Friedrich Nietzsche como tenho pelo Lula, Arruda, Pelé e os membros do RBD. Tudo bem, eu sei que os dois primeiros nem de longe se parecem com os outros citados, mas acredito que chegaram a um mesmo nível de banalização.
É fato que o ser humano tem uma necessidade grotesca de auto-afirmação, e que lidamos com uma competição de sabedoria todos os dias. Então, nada mais justo do que buscar alimento para a mente, e tornar a sobrevivência mais interessante.
Eu, humana, demasiada humana, (entenderam o trocadilho?) não estou fora das estatísticas. Cheguei a um certo ponto de minha vida, que por interesses pessoais, precisei me "intelectualizar". Motivos extremamente fúteis, não nego. Mas eu tinha que começar por algum ponto. E por que eu tenho que gostar do que "todo mundo" gosta? Pra chegar a outro nível, eu preciso iniciar pelo mesmo nível? Claro que não, o "outro nível" pode ser alcançado de outras maneiras.
Mas daí, eu tenho que voltar ao assunto do post: o preconceito.
Resumindo, eu quis dizer que não preciso gostar de Chico e Nietzsche, nem de cinema e café expresso, pra ter um diferencial.
Mas eu gosto.
Não dá pra negar a obra Nietzsche, nem a sua importância para a filosofia.
Não dá pra negar que cinema é a sétima arte, e que desperta sensações incríveis.
Não dá pra negar café é bão demais, e que melhora o meu humor.
E nem dá pra negar que o samba do Chico é ótimo.
É por isso que eu pergunto:
Alguém quer ir pro show do Chico comigo, no dia 15?
E viva a banalização.
Monday, May 07, 2007
Vivendo de Sono
Durmo, procastino, durmo, procastino, e durmo.
Durmo, cresco, durmo, aprendo, e durmo.
Durmo, ganho, durmo, ganho, e durmo.
Durmo, penso, durmo, amo, e durmo.
Durmo, socializo, durmo, sofro, e durmo.
Durmo, vivo, durmo, vivo e durmo.
Faço tudo, e durmo.
Mas queria só dormir, pra não ver o tempo passar.
Wednesday, May 02, 2007
Pós-Aniversário
Teria sido um dia comum, se não fosse o pior aniversário da minha vida.
Doeu, mas não tanto quanto eu pensava que ia doer.
Aniversários pra mim perderam o sentido desde que voltei pra Brasília, eu simplesmente acho que eu não tenho mais o que celebrar. Família e amigos longe demais pra isso.
Na verdade eu não estou aqui pra me lamentar, percebi que isso não me leva a lugar algum. Mas estou aqui pra analisar meu dia, e consequentemente minha vida.
Fiz 19 anos na madrugada de ontem, e posso dizer que os meus primeiros-de-maio já foram mais completos em muitos sentidos. Mas em nenhum outro aniversário eu tinha o auto-conhecimento que tenho hoje. Afinal de contas, é isso que a gente ganha com a idade, conhecimento e amadurecimento.
No último ano em que vivi minha vida deu um salto: entrei na faculdade, comecei a morar sozinha, e arranjei um emprego. Três coisas que eu não imaginava fazer aos 19 anos. Comparando com as ambições de antes, acho que eu cheguei bem mais longe do que esperava. Eu só não sabia que teria que pagar um preço muito alto por tudo isso.
No período em que eu morei em Boa Vista, eu não desejei outra coisa além de voltar pra Brasília. Sempre achei que aqui era o meu lugar. Mas o dia em que isso de fato aconteceu, meu coração se dividiu muito mais do que eu gostaria. Foi um sofrimento inexplicável. E desde o dia que cheguei, uma pergunta martela em minha cabeça: Será que eu estava certa? Será que tudo o que eu quis esse tempo todo não é o certo pra mim? Será que vale a pena ficar longe de quem se ama, mesmo que em busca de um sonho? Eis o drama de minha vida.
E as respostas, sabe Deus quando eu vou ter.
Analisando tudo, tenho total certeza de que toda essa experiência me faz crescer a cada dia, mas tenho que admitir uma coisa: a convivência comigo mesma não tem sido nada fácil. A gente sempre tem a ilusão de que morar sozinho é eliminar muitos, se não todos os problemas de relacionamento que temos com quem moramos, mas a parte de saber lidar com a solidão não é contada em nenhum livro, e nem falada por nossos pais no dia da despedida.
E eu só percebi que ainda tenho muito a crescer por causa da dor. Ela tem sido o meu "medidor de crescimento". No dia em que eu parar de sofrer, e sentir só saudade, vou ter atingido a tal da maturidade. Mas é como diz aquela música: "It´s a long way to the top, if you wanna rock n roll".
Disse, minha filha vai descobrir o que há do outro lado do mar
Embarquei e disse, vai minha filha, descobrir o que há que não se pode contar
Disse, vai e olha com teus olhos o que amor nenhum pode detalhar
Vai, minha filha, sonhar e conhecer melhor o mundo para melhor navegar
Disse, vai, minha filha atravessar fronteiras e encontrar o que existe do lado de lá,
Eu disse vai, que eu fico te esperando aqui minha filha,
Eu fico te aguardando,
Eu disse, vai que eu guardo teu lugar.
Então hoje eu começo meus 19 anos. E começo mal.
Mas amanha tudo pode estar melhor.
Tuesday, April 24, 2007
deu Zebra!
"O Serviço Especial de Transporte de Vizinhança (também conhecido por Zebrinha devido às listas pintadas nas laterais dos veículos) faz parte do Sistema de Transporte Público Coletivo. É um serviço complementar ao convencional, transportando em média 330.436 passageiros/mês. É executado por empresas de transporte sob regime de permissão, com veículos do tipo microônibus, com capacidade de 26 assentos, e tarifa diferenciada, oferecendo a opção do deslocamento entre as quadras do Plano Piloto e os principais setores da cidade (Conjunto Nacional, Setor Comercial Sul, Esplanada dos Ministérios, entre outros) com mais conforto e agilidade." Monday, April 23, 2007
Tentativa de intelectualismo.
Porque poesia é coisa de gente intelectual.
Ui.
E ser intelectual, meu bem, é sonho de todo estudante-universitário-metido-a-besta.
Então, como eu faço? Eu não sou isso não.
Gente intelectual não lê portal de fofoca, não assite os clipes do momento, e nem come rabada na quarta-feira.
Quantos litros de café expresso eu vou ter que tomar?
Quando livros do Nietzsche eu vou ter que ler?
Quantos discos do Chico Buarque eu vou ter que comprar?
Credo, vou ficar pobre com tudo isso.
E ainda não vou ter tempo de ficar no MSN.
E vida sem MSN, não é vida, não é verdade?
Eu tô começando a achar que isso não é vida pra mim não. Essas coisas de falar bonito, e de escrever mais ainda vai além da minha capacidade mental.
E olha que eu sei acender fósforo com uma mão só, e abrir latinha de cerveja com o dente. Aposto que você não sabe.Ou sabe? Se souber diz que não, alguma coisa em especial eu tenho que saber fazer na minha vida.
Já sei, vou fazer poesia de buteco.
Toda essa tentativa de intelectualismo me deu sede.
"ô Bigode, cadê minha cerveja, porra?"

