Monday, May 19, 2008

I love my brain - you're all I need.

Tears you see on my face, you do have something to do with. You are the only person who's completely certain there's nothing here to be into...That is all that you can do. I'm the next act waiting in the wings. I'm an animal trapped in your hot car. I am all the days that you choose to ignore.
You're all I need.
Could we stay right here until the end of time, until the earth stops turning?

I'm just an insect trying to get out of the night. I only stick with you because there are no others. You're so cute when you're sedated, dear.
You are all I need. I'm in the middle of your picture, lying in the reeds.
Lay your head where my heart used to be... Hold the earth above me... Until it stops turning... Wanna love you until the seas run dry... I've found the one... I've waited for...
Fear starts creeping up, when you have so much to lose. Your love waits you while you're cheating. Lightning strikes you when you're moving.
You're all I need.
I love you less now that I know you.
It's all wrong.

It's all right.
It's all wrong.
You're all I need.
The light you see in my eyes, you do have something to do with.

Play the game namely love, play it like you have nothing to lose.
Sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can sleep tonight.
You're all I need.
I love you less now that I know you.
It's all wrong.

It's all right.
It's all wrong.

You're all I need.
You're all I need.
You're all I need.

Sunday, May 18, 2008

Motivos e motivações

Me faltam novos motivos.
Novas inspirações, novos amores, novas alegrias, novas novidades, novas mentiras, novas piadas...
Porque os assuntos de sempre já não me inspiram mais, já não estimulam, já não fazem muita parte do sou.
Quando tudo volta a mesma porcaria que era antes, quando brigar nem adianta mais, quando se empolgar nem vale mais a pena, tende-se ao comodismo. Alguma coisa explica a falta de iniciativa mesmo nas situações onde se sabe todas as soluções?
Preguiça, talvez. E claro, mediocridade.

E eu não quero ser medíocre. Eu não quero.
Eu não quero fazer as coisas pelos outros, eu não quero aprender pra impressionar os outros, eu não quero viver minha vida pelos outros, eu não quero seguir os conselhos dos outros. Eu não quero ser os outros.
O caminho das pedras eu sei. Eu só não sei o que falta pra me fazer começar.
Talvez eu não tenha apanhado o suficiente pra aprender, talvez falte mais sofrimento.
Talvez eu tenha que mudar de cidade.
Talvez... que palavra insuportável.

Talvez seja hora de morrer, e nascer de novo.

Sunday, May 04, 2008

Teoria das Laranjas

Obrigada ao meus amigos que fazem parte de minha reles existência.
Obrigada por serem presentes, por discordarem, por me acordarem e me deixarem dormir sempre um pouco mais, e por me alimentarem nos domingos solitários.
Obrigada por escutarem minhas reclamações, por rirem das minhas piadas sem graça, aguentarem bebedeiras, aguentarem TPM's, aguentarem eu, ridícula.
Obrigada aos poucos e bons amigos brasilienses.
Obrigada aos poucos e bons amigos distantes.
E principalmente, obrigada por não serem indiferentes.
Eu agradeço e externo esse sentimento, porque faço questão de que as pessoas que me cercam saibam que são amadas, são queridas e lembradas. Porque eu simplesmente não consigo conviver diariamente com uma pessoa, e ser indiferente. Pode ser carência, pedantismo, tanto faz, mas eu não consigo. Infelizmente, desenvolve-se afeto, daqueles que te fazem pensar em voltar pra dentro do fogo no caso de um incêndio.
E por mais que a gente ache as datas especiais desprezíveis, não existe um ser humano nesse mundo que não goste de ser lembrado, se sentir querido. Mas infelizmente não é todo mundo que sabe dar e receber.
Porque não se chega numa papelaria e pede-se meia dúzia de laranjas.
Simplesmente não se exige de uma pessoa ou situação o que ela não pode te dá.
E é por isso que eu agradeço aos meus poucos e bons amigos.
Porque eu sei que deles eu posso pedir laranjas.

Friday, April 25, 2008

Velhice.

Você percebe que tá ficando velho quando pensa em uma coisa importante, e meia hora depois não consegue lembrar dela, nem por um segundo, nem por nunca mais.
Você percebe que tá ficando velho quando precisa de um cantor ridículo, mas que descreve a tua alma, pra te fazer inspirar, pra te fazer escrever, externar e procrastinar.
Aliás, você percebe que tá ficando velho mesmo quando nem procrastinar você consegue, porque o tempo não te permite, porque a tua vida tá corrida demais pra fazer qualquer coisa miúda que seja.
Você percebe que tá ficando velho quando trabalha mais do que estuda.
Você percebe que tá ficando velho quando trabalha mais do que dorme.
E principalmente, você percebe que tá ficando velho quando tem tempo pra dormir, mas não consegue. A insônia é o principal sintoma da velhice.
Você percebe que tá ficando velho quando as músicas antigas te remetem momentos únicos que nunca voltarão, e quando você acha que todas as bandas novas que surgem todos os dias não se comparam nem um pouco com o que é música de verdade. Aliás, o conceito de "correto" e de "verdade" é algo que só a velhice te dá. E muitas vezes errado.
Você percebe que tá ficando velho quando acorda agitado, resolve mil coisas num só dia, e não para nem no momento de descanso. E você percebe de uma maneira desesperadora que tá ficando parecido com a sua mãe, com aquela inquietação irritante, que você se prometeu que nunca teria. Pior ainda, você realmente já está velho quando se dá conta de que parece mais com os seus pais do que gostaria. O que é mais desesperador, irritante e perturbador do que tudo que já foi citado acima.
Você percebe que tá ficando velho quando faz coisas boas, e não espera nada em troca.
Você percebe que tá ficando velho quando as coisas não te abalam mais, e que você alcançou a tão esperada maturidade.
Você percebe que tá ficando velho quando você deseja a felicidade de quem você ama, mesmo que não seja correspondido.
Você percebe que tá ficando velho quando se olha no espelho pela manhã, e vê que tem uma ruguinha em baixo do seu olho, que até pouco tempo atrás não residia ali.
Porque você só percebe que ta ficando velho assim, de um dia pro outro, sem tempo de tomar fôlego antes.

Tuesday, April 22, 2008

Vai.

Morra.
Tenha um acidente de carro, pule da ponte, seja atingido por uma bala perdida.
Vai embora.
Mude de bairro, de estado, de continente, de galáxia.
Me deixa.
Me deixa pelo menos um dia sem ser tomada pela tua presença, que me faz sentir tão pequena.
Troque de roupa, mude de estilo, afogue os detalhes que me fazem entrar em desespero.
Remova as tatuagens, raspe a barba e o cabelo, desapareça.
Não ria das minhas piadas, não me dê atenção, não fale comigo.
Me ignore, me deixe.
Morra.

Antes não esqueça de devolver a minha vergonha na cara e meu amor próprio.
Meu sono e minha identidade musical e alcoólica também.
Não esqueça de me deixar ser aquela que eu era antes de você.
Mas por favor, não esqueça de morrer.

Por favor.

Wednesday, April 16, 2008

I love my brain.

I don't want to be buried in a Pet Semetary, I don't want to live my life again. Caralho, to parecendo um panda de tanta olheira. Eu não aguento mais essa rotina, tô parecendo um Zumbi, um robô. Que preguiça, de viver. Meu corpo tá fraco, acho que é por causa da má-alimentação, eu preciso comer direito. TO MORRENDO! Foda-se. Ai credo, que pessoa PEDANTE. Adoro essa palavra. Pedante. Pedante. Pedante. Ela veio me falar que Coca Cola faz mal, e perguntou se eu já botei um ossinho de frango em um copo de Coca, pra vê-lo corroer. E desperdiçar um pedaço de frango e um copo de Coca? Eu não. Só falta ela vir me falar agora que o hambúrguer do McDonalds é feito de minhoca, e que a boneca gigante da Xuxa que ela tinha quando era pequena encarnou algum EXU e tentou estrangular a família dela, enquanto ela dormia. Lendas Urbanas. Uma mais rídicula do que a outra. E se os meu problemas não fossem suficientes, eu ainda tenho que aguentar o pedantismo e as crenças primitivas dos outros. Deus, como eu amo essa palavra, PEDANTE. Tem uma fonética boa, eu poderia passar horas falando essa palavra. Pedante, Suvaco, Manolo. Lindas palavras. Babaca. Como tem gente babaca nesse mundo. Eu queria ser o Ciclope, e matar as pessoas com o olhar. Aliás, matar nunca foi tão preciso. Gente babaca tinha que morrer. Se mata, guria. Vai cuidar da tua vida. William, William was really nothing. The Smiths. Banda boa da porra. Pelo menos na lista de privações a música não entra. E que privações? Eu nunca me privei de porra nenhuma. Nem de Coca, nem de frango, nem de cerveja, nem de cigarro. Live fast, die young. Eu morro um pouco a cada dia mesmo, não importa como, tanto faz. E agora lá vem ela de novo. Tá falando que jogaram quebrante nela quando era pequena. DEUS, EU TENHO MESMO QUE AGUENTAR ISSO? Quebrante de cu é rola, que coisa primitiva. Agora ela vai me mandar um email de corrente dos 29 anjos que realizam um milagre em 15 minutos, aposto. Eu preciso dormir, que cansaço. E aquele bando de desgraçados não vão responder meu email, não? Malditos. Percam os dedões e as cordas vocais. Eu não vou fazer esse trabalho sozinha. Puta que pariu! Como assim eu tenho que providenciar zilhões de documentos pra amanhã? Merda de Finatec. Merda de Unb. Toda semana é essa putaria. Tomara que o Reitor morra também. Quero que vá todo mundo pra puta que pariu. Não me toca. Nossa, que horror. Que tpm. Quantos pensamentos maldosos. Ainda bem que me resta privacidade dentro da cabeça.. Já pensou se todos pudessem ler o que eu penso? Não gosto nem de pensar nisso.

Thursday, April 10, 2008

Recaída e Evolução - Parte 2

Ela já deu o primeiro passo.
Já desmistificou sua imagem santa, já reconheceu os defeitos e já deixou de se importar pelo menos um pouco.
Já não sonha mais, não imagina, não questiona, não comenta. Apenas deixa ser.

A não ser, claro, nas recaídas.
Nos pequenos momentos que se permite pensar no que poderia ser, na chance que talvez pudesse ganhar...
Mas é o talvez que a atormenta, é por causa dessa palavra que ela desistiu, e também por causa do nunca que vem logo depois.

Se ao menos os detalhes preferidos não fossem tão gritantes, se ao menos ele não criasse mais detalhes, se ao menos ela não se importasse tanto com eles, se ao menos os detalhes não fizessem a diferença...

O próximo passo é abandonar a incerteza, e recuperar a segurança, pra poder alcançar a indiferença.
Pra poder deixar de ter recaídas a cada sinal carinhoso.
Pra poder deixar de ter recaídas a cada sinal misterioso.
Pra poder deixar de ter recaídas e voltar a escrever sobre o mesmo assunto de sempre.

Mas pelo menos houve evolução.

Recaída e Evolução - Parte 1

"Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no
Seu último vestígio, no território, da sua presença

Impregnando tudo tudo que
Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone

São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais

A vida é doce, depressa demais.

E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona... "


Lobão - A Vida é Doce

Sunday, April 06, 2008

bênção.

Ela para e pensa.
Não necessariamente nessa mesma ordem.
Mas as vezes deseja não pensar.
E por que não?
Essa pratica atual (entende-se que pensar nunca fora um de seus hábitos), tem lhe privado do que antes achava normal. Pura questão de valores reavaliados.
É difícil descobrir e aceitar que não pode fazer mais coisas que fazia no passado. E pensar se torna um peso, porque quanto mais ela pensa, mais deseja não pensar.
Ela olha e não entende.
Presente ali apenas o seu corpo, porque a mente.... na lua.
O professor fala, mas ela só escuta a voz da sua cabeça, que diz: "Ser racional não é legal", numa rima infantil.
De tanto pensar ela baixa a cabeça e dorme.
E quando acorda com um grito do professor ela conclui:
A ignorância é uma bênção.



escrito em 11 de novembro de 2005.

Friday, April 04, 2008

Muito de mim, no pouco que sou.

Muita coisa pra pensar, pouca vontade de externar.
Muita coisa pra escrever, pouco sentido pra fazer.
Muita coisa pra limpar, preguiça em dobro de viver.

Muita coisa pra fazer, pouco tempo de executar.
Muitas vontades pra realizar, poucos meios de ver.
Muitas sonhos pra afundar, pouca vontade de permanecer.

Muita fé pra exercitar, pouca paciência pra esperar.
Muita gente pra esquecer, poucas coisas pra ajudar.
Muito amor pra dar, pouca reciprocidade pra ocorrer.

Muita coisa pra aprender, pouca memória pra guardar.
Muito pra estudar, pouca coragem pra começar.
Muito pra se enxergar, poucos olhos pra crer.

Muitas derrotas pra acontecer, poucas vitórias pra incentivar.
Muita coisa pra concretizar, pouco dinheiro pra viver.
Muitas barreiras pra ultrapassar, pouca força pra vencer.

Muita vontade de desistir, pouca coragem pra tentar.
Muitos porres pra tomar, pouco estômago pra aguentar.
Muita coisa pra viver, pouco de mim pra esperar.

Monday, March 31, 2008

Brasília não se importa - Parte 2.

Essa cidade... não é mais a mesma.
As vezes eu me pergunto se ela ainda é minha.
Sim, Brasília é minha.
Eu já cantei alguma vez pra você "Nós temos uma cidade para amar"?
Não? Poxa, que pena. É porque você não é digno de Brasília.
E nem da minha cantoria.

Nova Iorque pode ser tema de canção, pode ser contraste, pode ser fusão, mas uma coisa ela não tem: O avião.
É que Brasília me faz criar rimas medíocres.

Quinze anos atrás, quando eu cheguei, não podia nem imaginar que seria doutrinada e discipulada à solidão local, e que aprenderia amar a seca que faz o meu nariz sangrar, mas que deixa meu cabelo lindo... Brasília me agrada principalmente na seca.
A infância foi brincando no Parque da cidade, circulando de patins nas entre-quadras, e andando de bicicleta debaixo da passarela do Eixão.
Foram as pernas roxas que me fizeram morrer de amores por Brasília, e não as músicas do Legião.
Aliás, artista nenhum fez a minha cabeça... Porque a Capital deixou de ser a Cidade do Roque tem muito tempo...

O metrô também é uma pornografia, mas as calçadas são impecáveis.
Aqui nada depende de mim, muito menos as luzes.
Nova Iorque pode até se importar com você, mas uma coisa é certa:
Brasília não te dá a mínima.

Brasília não se importa - Parte 1.

"I had seven faces
Thought I knew which one to wear
But I'm sick of spending these lonely nights
Training myself not to care
The subway is a porno
The pavements, they are a mess
I know you've supported me for a long time
Somehow I'm not impressed

But New York cares..."

Interpol - NYC

Sunday, March 30, 2008

Última vez - parte 2.

Paradoxo.
Um oceano de sentimentos, de vivências, e situações, se resumem em apenas uma palavra. Paradoxo.
Que se você for parar pra pensar, não tem significado definido, não é nem lá, nem cá, é divergente, é discordante, é discrepante.
E que se EU for parar pra pensar, se resume em mim. Uma gama de palavras que no fim são a mesma coisa.

Parece o mais puro clichê da existência humana, alguém dizer que é o contraste em pessoa. Mas eu nunca pensei que pudesse ser essa antítese, esse devaneio. Eu nunca pensei que eu pudesse amar e odiar tanto alguém. Nunca.
Os anos vão passando, a situações vão se repetindo, e a trajetória de pseudo-paixões não-materializadas e sequer correspondidas tem sido massante. Pra mim já deu. Eu cansei.
Carregar isso nas costas já devia ter me feito ao menos aprender a lidar com essa situação que sempre se repete... Mas não, o alguém em questão é diferente de tudo que eu já me deparei. E o que dói mais não é nem a rejeição, é falta de consideração. É saber que ele pode ser a criatura mais dócil do mundo, mas que ele não me escolheu pra demonstrar os bons sentimentos. E aquelas músicas de perdedores não saem da minha cabeça, que vai de Lenine a Pearl Jam, numa mistura de "Por que não eu?" com "Por que você não pode ser a estrela do meu céu?", mas o Por Que sempre está presente...
Mas do que importa, se eu já desisti?
Hoje, eu jogo a toalha.
Hoje, ele já não faz parte dos meus sonhos e ilusões.
Hoje, eu vou apaga-lo.
E que comece então a fase de desamor.
Porque hoje, é a última vez que eu choro por ele.

Última vez - parte 1.

"Acendeu um cigarro para que o oxigênio lhe corresse mais limpo no sangue - a gente acredita nas mais loucas tolices para sustentar alguns vícios.

Como o vício de se entregar prontamente a cada nova relação sem pensar no que isso pode nos levar. Esperamos, claro, sempre o melhor. Aliás, não esperamos, temos certeza do melhor, porque a cegueira do amor não vê defeitos não é mesmo?? "Como que algo tão bom não irá durar??". Oras, porque as coisas nem sempre são assim... tão simples. Ou as vezes são e nossas depressões constantes com o término das coisas é que fazem com que elas pareçam tão complicadas.

Era óbvio que ele, mais uma vez não conseguiria passar por tudo aquilo com a clareza que se espera de alguém que faz do pensamento sua forma de viver. Mas, na verdade, clareza é algo que só existe para os ignorantes...

Nessas de se entregar prontamente a tudo com a intensidade de algo certo tem seus riscos. E alguém que corre riscos deve acostumar-se com eventuais derrotas - as vezes mais freqüentes do que eventuais.

Pensou... "Nessa idas e vindas... de se entregar e se perder no outro... a gente se mata um pouco a cada dia". Assim como um trago de cigarro lhe destrói, também o faz o amor a quem ama demais... Então.."porque me culpar?"... se de uma forma ou de outra vou morrer mesmo. Seja de uma forma ou de outra, com um trago ou um beijo, morro um pouco a cada dia.

Não se culpou mais com os maços de cigarro aos quais se entregava diariamente, deixou ser. Encerrou, sentado àquela mesa, mais um cigarro e mais uma derrota.

Dormiu bem..."

Texto: Bruno Guerra.

E hoje ele combina perfeitamente.

Tuesday, March 25, 2008

Minhoca Minha

Eles se conheceram numa quarta-feira.
E firmaram o palco que seria a testemunha e o estímulo das heresias, profecias, e divagações de uma próspera amizade: a mesa de bar.
Ela saiu de casa aquele dia pra tornar real o que já nem acreditava que pudesse existir, porque placa de Unaí se vê em Brasília mais que placa de retorno, mas daí encontrar um ser humano correto, educado e politizado só podia ser miragem de oásis no deserto de outubro do Distrito Federal.
Ele era curiosidade na cabeça dela. Mal sabia ele que a roraimense já tinha escutado parte de suas histórias vergonhosas, e que já tinha até se divertido à custa dele por causa disso. E ele nem era o objetivo da noite... Aliás, nem do dia. O feriado era pra ter sotaque carioca e nortista, e não das porteiras das terras de peão e rodeio.
Ela saiu de casa vestida pra batalha, mal sabia o que podia encontrar no percurso ou no destino, na dúvida, e na seca, nunca se arrisca. Deixa a alça do sutiã aparecer, que é máximo que ela sabe fazer pra provocar o sexo oposto. E vestida que nem piranha ela chega no bar, faz cara de paisagem, acha a mesa e senta. Pronto, hora do abate.
A mania de perseguição cognitiva nunca culminou daquele jeito. Por fora um sorriso e uma maquiagem impecável, mas a mão suava, e seu coração abraçara o pâncreas adoentado.
E ele veio de brinde.
Ele não, eles.
Porque tinha outro lá, uma das criaturas mais insanas, afetadas, e amorosas que ela teve o prazer de encontrar em sua sobrevivência.
Eles se olharam, e pronto. Não se sabe como foi pra ele, pra ela foi amor à primeira vista.
Eles se gostaram de graça, e olha que ela gostar de alguém assim, é quase como ganhar na loteria. E num pequeno gesto de cavalheirismo, que nem é comum pra ele, ela se encanta. Um simples copo de cerveja, ele deu o dele pra ela, e regou a rosa do Pequeno Príncipe.
Se conhecerem, se adoraram, embebedaram, e dançaram. Cansados sentaram no chão, e meia dúzia de palavras apenas foram ditas. Nada mais precisava ser comentado.
A noite acabou.
Ele ganhou diversão.
Ela alcançou objetivos, e resgatou sentimentos.
Ele ganhou uma amiga.
Ela ganhou mais anos de vida.



Pro Mauro. Tinhamo.

Monday, March 17, 2008

Falta de metodologia.

Eu, como designer, tenho meus métodos para conduzir meu raciocínio para resolver os problemas e desafios de design que tenho diariamente.
Acredito que os jornalistas, aqueles que eu suponho que vivam de escrever, devam ter a sua metodologia também. Isso, talvez fosse a única coisa que me atrairia caso eu fizesse tal curso. Como essa matéria deve ser nos primeiros semestres, depois de fazê-la eu largaria o jornalismo, antes que a crise-existêncial-jornalistica batesse à minha porta.
Tal metodologia me ajudaria muito, como hoje, que estou até inspirada pra escrever algo, mas não sei o que falar, nem como começar, fazendo cair por terra aquela imagem que as pessoas tem do designer, de ser uma pessoa "extremamente criativa".
Pensar tem sido difícil pra caramba.
Me passou pela cabeça como seria lindo se houvessem metodologias para tudo na vida, o passo-a-passo pros problemas financeiros, pros fracassos amorosos, para a boa convivência em sociedade. Já pensou? Ia ser tão prático, principalmente porque com o aumento da inclusão digital, e o fácil acesso à internet, existiriam tutoriais disponíveis pra download!
De repente, todos os nossos problemas acabariam, depois de uma procura no google! Isso que é um pensamento moderno, não é mesmo?
E como seria quando acabasse os assuntos? Quando tudo que eu penso e que me inspira é um ser humano que não dá a mínima pra mim, que me despreza e se preocupa comigo ao mesmo tempo, fazendo da minha vida um paradoxo estacionado em cima do muro?
Dizem que os amores complicados e impossíveis são os que valem mais a pena, e eu até concordaria se a balança não pesasse mais no lado do sofrimento, se não doesse toda vez que eu penso nisso, e se os pensamentos não ficassem tão sem nexo como esse texto, que começou falando de métodos, e agora fala de amor.
É, amor.
Se não for isso, é o que?
O que explica eu gostar até dos defeitos, das manias irritantes, das piadinhas sem graça e dos cortes de cabelo e barba, um mais feio que o outro? É amor, meus amigos.
Daqueles que se fossem correspondidos, seria tema de novela.
E se é amor, o sentimento de incompetência, de impotência, e de inexperiência são o quê?
Falta de metodologia.

Monday, March 03, 2008

nem é

Dá pra entender?
Dá pra entender por que eu sou estranha assim?
Por que eu gosto de me trancar no meu mundo, e odeio quem possa me assistir ao vivo?
Por que a palavra solidão agrega tanto valor negativo?
She´s my best friend...
Cadê aquela segurança que a Bruna falou que eu tenho?
Cadê o controle emocional?
E depois de tanto ódio, tanto incomodo, eles foram e eu fiquei.
E chorei sozinha, vendo minha criança indo embora.
Tô sentindo falta do barulho, do choro, e da conversa sem nexo.
E escutar aquela vozinha dizendo "titia! cavalo! peixe!", não exatamente nessa ordem, mas várias vezes por dia.
Eu escolhi assim, eu sempre quis estar aonde eu estou.
Agora eu sou só trabalho e só Interpol.
E nem é TPM.

Thursday, February 14, 2008

Peruando.

Leticia me chamou de heroína, porque eu sei peruar.
Eu sempre achei coisa de perua aquelas que dizem que precisam viajar pra espairecer, esquecer dos problemas e renovar os ares. Até eu descobrir que sou capaz de fazer isso, e que a técnica é realmente boa e eficaz pra quem consegue deixar as coisas de lado, e fingir que está tudo bem por um tempo limitado.
Mas daí eu voltei, e achei aquelas coisas que me encomodavam no mesmo lugar onde deixei, só que com a poeira de dois meses acumulada. E quando eu limpei, voltou o cansaço, a insatisfação, a rejeição, o descaso, e até o cd da cibelle voltou.
Que droga, quero viajar pra sempre.

Wednesday, February 13, 2008

2008

De volta.
Depois de dois meses de férias, de um novo ano começar, e até o carnaval já passou.
E parece que o tempo passou em câmera lenta, que a vida evoluiu em muitos pontos, e que regrediu em alguns que me eram cruciais.
É horrível admitir que eu não sou mais a mesma, e consequêntemente as coisas que me cercam também não são, e tentar me fazer de vítima em situações que sou tão culpada quanto o outro lado chega ser até ridículo agora que nem faço questão de que tudo volte ao meu conceito de "normal".
Amadurecer dói demais. E uns dizem até que é opicional. Eu já não faço mas nem questão.
Eu que sempre me doei, sempre amei, sempre me dediquei, e me achava tão autruísta... tô mais pra ser humano medíocre e egoísta, e o pior é que ainda acho que tenho razão.
Que eu viva sozinha então.
Luciana e solidão se merecem, parecem que foram feitas uma para a outra.
Um coração em volta dos nossos nomes é tão lindo... e sem ironia: que sejamos felizes para sempre.

Wednesday, December 05, 2007

batepapo.com.br

Haroldo diz:
Então tu nem vem, né?

- Luciana Lobato diz:
acho que não, parece que é isso que tu quer.
tu só fala nisso.

Haroldo diz:
sera?

seramesmo.com.br?

- Luciana Lobato diz:
achoquesim.com.br


Haroldo diz:
achoqueeuqueroquetuvenhasim.com.br

- Luciana Lobato diz:
ficofeliz.com.br

Haroldo diz:
tenhoquelavaralouça.com.br
bjo.com.br


- Luciana Lobato diz:
tchau.com.br
teamo.com.br


Haroldo diz:
(L).com.br



E não vejo a hora de chegar.