Wednesday, July 30, 2008
Quanto ao layout...
Porque o layout que eu tava usando podia ser puro loosho, majia, glamu e ceduçãum, mas quando eu usava o mais simples eu era mais feliz.
Então, seguindo o ditado que diz que em time que tá ganhando não se mexe, apesar de não ser supersticiosa, volta o layout, pra ver ser com ele a inspiração também volta.
[depois eu ajeito os detalhes]
A volta do Malandro
Eu quero voltar a criar.
Hoje eu quero tanta coisa. Eu quero inspiração, eu quero novidade, eu quero dinheiro, muito dinheiro.
Eu queria saber porque de repente a fonte secou, as ideias se foram, e nem o idiota que eu amo, que antes me fazia escrever coisas tocantes, agora ele não me serve de inspiração, não me serve de exemplo, não me serve como ser humano.
A procura continua, mesmo que eu não ande com uma camiseta dizendo que estou no time das garotas que precisam de namorado, mas volta e meia eu ainda reparo nas novas caras que surgem perto de mim.
Mas como é que a pessoa escreve se ela não lê?
Eu não leio, mas que merda, isso me irrita, eu quero ler, coisa de gente grande, aquelas coisas que me fazem escrever outras coisas, tudo muito interessante, como eu julgo ser.
Se eu não trabalho a porra do intelecto, não sai caralho nenhum, né?
Olha, não liga não, hoje eu tô super boca suja.
Hoje, e tem uns tempos...
Eu acho que de tanto reclamar da vida, xingar tudo e a todos se torna tão comum.
Mas como diz minha mãe, não existe razão em reclamar porque quer algo diferente, se você continua fazendo tudo igual.
Novas atitudes geram novos resultados.
Mas que praga, minha mãe sempre acerta.
Ela tava aqui esses dias, veio passar férias comigo, e como era de se esperar, toda vez que um parente vai pra minha casa, na primeira semana é tudo lindo, depois disso eu quero que vá embora, porque eu não aguento mais a invasão, as criticas, a divisão de tudo, principalmente de espaço.
O que me faz ter certeza que eu mereço a solidão como a solidão me merece, lembrando sempre que isso não é uma coisa ruim, eu não sofro por isso, e eu amo morar sozinha.
Eu to aqui porque eu amo caralho do povo que lê essa porra, e se importa comigo e gosta do que eu digo.
ó só, prometo que voltei.
Nem que seja pra falar merda, e pra ninguém ler essa porcaria, mas eu tô por aqui.
Se precisar, é só chamar.
E pra terminar, uma conversa relevante:
jotapê ): diz:
procura uma câmera chamada HOLGA.
vê o que ela faz.
- Luciana Lobato diz:
a holga fica gravida de luis carlos prestes e quer ter o seu filho no brasil?
jotapê ): diz:
na verdade, ESSA holga MORRE na câmara.
(emoticon de movimento da mão que simboliza o trocadilho)
Só porque apesar de tudo, eu ainda sou engraçadinha.
Friday, June 20, 2008
Pela banalização da vida.
Eu ia ficar podre de blasé e provavelmente de pedante também.
Mas daí meu bem, ser pedante rica é bem melhor, né?
Fica a dica.
Sunday, June 15, 2008
WTF
Aliás, a inspiração acabou tem muito tempo.
Retorno com a programação normal quando me sentir normal.
Em Manaus foi tudo lindo, me apaixonei várias vezes. Mas já passou.
E o novo layout do blog tá suuuper bandeira gay, mas foda-se.
E foi o meu querido Reinolds que me ajudou na parte chata que eu não entendo.
O blog super chic dele é: http://reinaldodimon.com/blog/
Pronto, postei.
Monday, May 19, 2008
I love my brain - you're all I need.
You're all I need.
Could we stay right here until the end of time, until the earth stops turning?
I'm just an insect trying to get out of the night. I only stick with you because there are no others. You're so cute when you're sedated, dear.
You are all I need. I'm in the middle of your picture, lying in the reeds.
Lay your head where my heart used to be... Hold the earth above me... Until it stops turning... Wanna love you until the seas run dry... I've found the one... I've waited for...
Fear starts creeping up, when you have so much to lose. Your love waits you while you're cheating. Lightning strikes you when you're moving.
You're all I need.
I love you less now that I know you.
It's all wrong.
It's all right.
It's all wrong.
You're all I need.
The light you see in my eyes, you do have something to do with.
Play the game namely love, play it like you have nothing to lose.
Sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can sleep tonight.
You're all I need.
I love you less now that I know you.
It's all wrong.
It's all right.
It's all wrong.
You're all I need.
You're all I need.
You're all I need.
Sunday, May 18, 2008
Motivos e motivações
Novas inspirações, novos amores, novas alegrias, novas novidades, novas mentiras, novas piadas...
Porque os assuntos de sempre já não me inspiram mais, já não estimulam, já não fazem muita parte do sou.
Quando tudo volta a mesma porcaria que era antes, quando brigar nem adianta mais, quando se empolgar nem vale mais a pena, tende-se ao comodismo. Alguma coisa explica a falta de iniciativa mesmo nas situações onde se sabe todas as soluções?
Preguiça, talvez. E claro, mediocridade.
E eu não quero ser medíocre. Eu não quero.
Eu não quero fazer as coisas pelos outros, eu não quero aprender pra impressionar os outros, eu não quero viver minha vida pelos outros, eu não quero seguir os conselhos dos outros. Eu não quero ser os outros.
O caminho das pedras eu sei. Eu só não sei o que falta pra me fazer começar.
Talvez eu não tenha apanhado o suficiente pra aprender, talvez falte mais sofrimento.
Talvez eu tenha que mudar de cidade.
Talvez... que palavra insuportável.
Talvez seja hora de morrer, e nascer de novo.
Sunday, May 04, 2008
Teoria das Laranjas
Obrigada ao meus amigos que fazem parte de minha reles existência.
Obrigada por serem presentes, por discordarem, por me acordarem e me deixarem dormir sempre um pouco mais, e por me alimentarem nos domingos solitários.
Obrigada por escutarem minhas reclamações, por rirem das minhas piadas sem graça, aguentarem bebedeiras, aguentarem TPM's, aguentarem eu, ridícula.
Obrigada aos poucos e bons amigos brasilienses.
Obrigada aos poucos e bons amigos distantes.
E principalmente, obrigada por não serem indiferentes.
Eu agradeço e externo esse sentimento, porque faço questão de que as pessoas que me cercam saibam que são amadas, são queridas e lembradas. Porque eu simplesmente não consigo conviver diariamente com uma pessoa, e ser indiferente. Pode ser carência, pedantismo, tanto faz, mas eu não consigo. Infelizmente, desenvolve-se afeto, daqueles que te fazem pensar em voltar pra dentro do fogo no caso de um incêndio.
E por mais que a gente ache as datas especiais desprezíveis, não existe um ser humano nesse mundo que não goste de ser lembrado, se sentir querido. Mas infelizmente não é todo mundo que sabe dar e receber.
Porque não se chega numa papelaria e pede-se meia dúzia de laranjas.
Simplesmente não se exige de uma pessoa ou situação o que ela não pode te dá.
E é por isso que eu agradeço aos meus poucos e bons amigos.
Porque eu sei que deles eu posso pedir laranjas.
Friday, April 25, 2008
Velhice.
Você percebe que tá ficando velho quando precisa de um cantor ridículo, mas que descreve a tua alma, pra te fazer inspirar, pra te fazer escrever, externar e procrastinar.
Aliás, você percebe que tá ficando velho mesmo quando nem procrastinar você consegue, porque o tempo não te permite, porque a tua vida tá corrida demais pra fazer qualquer coisa miúda que seja.
Você percebe que tá ficando velho quando trabalha mais do que estuda.
Você percebe que tá ficando velho quando trabalha mais do que dorme.
E principalmente, você percebe que tá ficando velho quando tem tempo pra dormir, mas não consegue. A insônia é o principal sintoma da velhice.
Você percebe que tá ficando velho quando as músicas antigas te remetem momentos únicos que nunca voltarão, e quando você acha que todas as bandas novas que surgem todos os dias não se comparam nem um pouco com o que é música de verdade. Aliás, o conceito de "correto" e de "verdade" é algo que só a velhice te dá. E muitas vezes errado.
Você percebe que tá ficando velho quando acorda agitado, resolve mil coisas num só dia, e não para nem no momento de descanso. E você percebe de uma maneira desesperadora que tá ficando parecido com a sua mãe, com aquela inquietação irritante, que você se prometeu que nunca teria. Pior ainda, você realmente já está velho quando se dá conta de que parece mais com os seus pais do que gostaria. O que é mais desesperador, irritante e perturbador do que tudo que já foi citado acima.
Você percebe que tá ficando velho quando faz coisas boas, e não espera nada em troca.
Você percebe que tá ficando velho quando as coisas não te abalam mais, e que você alcançou a tão esperada maturidade.
Você percebe que tá ficando velho quando você deseja a felicidade de quem você ama, mesmo que não seja correspondido.
Você percebe que tá ficando velho quando se olha no espelho pela manhã, e vê que tem uma ruguinha em baixo do seu olho, que até pouco tempo atrás não residia ali.
Porque você só percebe que ta ficando velho assim, de um dia pro outro, sem tempo de tomar fôlego antes.
Tuesday, April 22, 2008
Vai.
Tenha um acidente de carro, pule da ponte, seja atingido por uma bala perdida.
Vai embora.
Mude de bairro, de estado, de continente, de galáxia.
Me deixa.
Me deixa pelo menos um dia sem ser tomada pela tua presença, que me faz sentir tão pequena.
Troque de roupa, mude de estilo, afogue os detalhes que me fazem entrar em desespero.
Remova as tatuagens, raspe a barba e o cabelo, desapareça.
Não ria das minhas piadas, não me dê atenção, não fale comigo.
Me ignore, me deixe.
Morra.
Antes não esqueça de devolver a minha vergonha na cara e meu amor próprio.
Meu sono e minha identidade musical e alcoólica também.
Não esqueça de me deixar ser aquela que eu era antes de você.
Mas por favor, não esqueça de morrer.
Por favor.
Wednesday, April 16, 2008
I love my brain.
Thursday, April 10, 2008
Recaída e Evolução - Parte 2
Já desmistificou sua imagem santa, já reconheceu os defeitos e já deixou de se importar pelo menos um pouco.
Já não sonha mais, não imagina, não questiona, não comenta. Apenas deixa ser.
A não ser, claro, nas recaídas.
Nos pequenos momentos que se permite pensar no que poderia ser, na chance que talvez pudesse ganhar...
Mas é o talvez que a atormenta, é por causa dessa palavra que ela desistiu, e também por causa do nunca que vem logo depois.
Se ao menos os detalhes preferidos não fossem tão gritantes, se ao menos ele não criasse mais detalhes, se ao menos ela não se importasse tanto com eles, se ao menos os detalhes não fizessem a diferença...
O próximo passo é abandonar a incerteza, e recuperar a segurança, pra poder alcançar a indiferença.
Pra poder deixar de ter recaídas a cada sinal carinhoso.
Pra poder deixar de ter recaídas a cada sinal misterioso.
Pra poder deixar de ter recaídas e voltar a escrever sobre o mesmo assunto de sempre.
Mas pelo menos houve evolução.
Recaída e Evolução - Parte 1
Seu último vestígio, no território, da sua presença
Impregnando tudo tudo que
Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais
A vida é doce, depressa demais.
E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona... "
Lobão - A Vida é Doce
Sunday, April 06, 2008
bênção.
Não necessariamente nessa mesma ordem.
Mas as vezes deseja não pensar.
E por que não?
Essa pratica atual (entende-se que pensar nunca fora um de seus hábitos), tem lhe privado do que antes achava normal. Pura questão de valores reavaliados.
É difícil descobrir e aceitar que não pode fazer mais coisas que fazia no passado. E pensar se torna um peso, porque quanto mais ela pensa, mais deseja não pensar.
Ela olha e não entende.
Presente ali apenas o seu corpo, porque a mente.... na lua.
O professor fala, mas ela só escuta a voz da sua cabeça, que diz: "Ser racional não é legal", numa rima infantil.
De tanto pensar ela baixa a cabeça e dorme.
E quando acorda com um grito do professor ela conclui:
A ignorância é uma bênção.
escrito em 11 de novembro de 2005.
Friday, April 04, 2008
Muito de mim, no pouco que sou.
Muita coisa pra escrever, pouco sentido pra fazer.
Muita coisa pra limpar, preguiça em dobro de viver.
Muita coisa pra fazer, pouco tempo de executar.
Muitas vontades pra realizar, poucos meios de ver.
Muitas sonhos pra afundar, pouca vontade de permanecer.
Muita fé pra exercitar, pouca paciência pra esperar.
Muita gente pra esquecer, poucas coisas pra ajudar.
Muito amor pra dar, pouca reciprocidade pra ocorrer.
Muita coisa pra aprender, pouca memória pra guardar.
Muito pra estudar, pouca coragem pra começar.
Muito pra se enxergar, poucos olhos pra crer.
Muitas derrotas pra acontecer, poucas vitórias pra incentivar.
Muita coisa pra concretizar, pouco dinheiro pra viver.
Muitas barreiras pra ultrapassar, pouca força pra vencer.
Muita vontade de desistir, pouca coragem pra tentar.
Muitos porres pra tomar, pouco estômago pra aguentar.
Muita coisa pra viver, pouco de mim pra esperar.
Monday, March 31, 2008
Brasília não se importa - Parte 2.
As vezes eu me pergunto se ela ainda é minha.
Sim, Brasília é minha.
Eu já cantei alguma vez pra você "Nós temos uma cidade para amar"?
Não? Poxa, que pena. É porque você não é digno de Brasília.
E nem da minha cantoria.
Nova Iorque pode ser tema de canção, pode ser contraste, pode ser fusão, mas uma coisa ela não tem: O avião.
É que Brasília me faz criar rimas medíocres.
Quinze anos atrás, quando eu cheguei, não podia nem imaginar que seria doutrinada e discipulada à solidão local, e que aprenderia amar a seca que faz o meu nariz sangrar, mas que deixa meu cabelo lindo... Brasília me agrada principalmente na seca.
A infância foi brincando no Parque da cidade, circulando de patins nas entre-quadras, e andando de bicicleta debaixo da passarela do Eixão.
Foram as pernas roxas que me fizeram morrer de amores por Brasília, e não as músicas do Legião.
Aliás, artista nenhum fez a minha cabeça... Porque a Capital deixou de ser a Cidade do Roque tem muito tempo...
O metrô também é uma pornografia, mas as calçadas são impecáveis.
Aqui nada depende de mim, muito menos as luzes.
Nova Iorque pode até se importar com você, mas uma coisa é certa:
Brasília não te dá a mínima.
Brasília não se importa - Parte 1.
Thought I knew which one to wear
But I'm sick of spending these lonely nights
Training myself not to care
The subway is a porno
The pavements, they are a mess
I know you've supported me for a long time
Somehow I'm not impressed
But New York cares..."
Interpol - NYC
Sunday, March 30, 2008
Última vez - parte 2.
Um oceano de sentimentos, de vivências, e situações, se resumem em apenas uma palavra. Paradoxo.
Que se você for parar pra pensar, não tem significado definido, não é nem lá, nem cá, é divergente, é discordante, é discrepante.
E que se EU for parar pra pensar, se resume em mim. Uma gama de palavras que no fim são a mesma coisa.
Parece o mais puro clichê da existência humana, alguém dizer que é o contraste em pessoa. Mas eu nunca pensei que pudesse ser essa antítese, esse devaneio. Eu nunca pensei que eu pudesse amar e odiar tanto alguém. Nunca.
Os anos vão passando, a situações vão se repetindo, e a trajetória de pseudo-paixões não-materializadas e sequer correspondidas tem sido massante. Pra mim já deu. Eu cansei.
Carregar isso nas costas já devia ter me feito ao menos aprender a lidar com essa situação que sempre se repete... Mas não, o alguém em questão é diferente de tudo que eu já me deparei. E o que dói mais não é nem a rejeição, é falta de consideração. É saber que ele pode ser a criatura mais dócil do mundo, mas que ele não me escolheu pra demonstrar os bons sentimentos. E aquelas músicas de perdedores não saem da minha cabeça, que vai de Lenine a Pearl Jam, numa mistura de "Por que não eu?" com "Por que você não pode ser a estrela do meu céu?", mas o Por Que sempre está presente...
Mas do que importa, se eu já desisti?
Hoje, eu jogo a toalha.
Hoje, ele já não faz parte dos meus sonhos e ilusões.
Hoje, eu vou apaga-lo.
E que comece então a fase de desamor.
Porque hoje, é a última vez que eu choro por ele.
Última vez - parte 1.
Como o vício de se entregar prontamente a cada nova relação sem pensar no que isso pode nos levar. Esperamos, claro, sempre o melhor. Aliás, não esperamos, temos certeza do melhor, porque a cegueira do amor não vê defeitos não é mesmo?? "Como que algo tão bom não irá durar??". Oras, porque as coisas nem sempre são assim... tão simples. Ou as vezes são e nossas depressões constantes com o término das coisas é que fazem com que elas pareçam tão complicadas.
Era óbvio que ele, mais uma vez não conseguiria passar por tudo aquilo com a clareza que se espera de alguém que faz do pensamento sua forma de viver. Mas, na verdade, clareza é algo que só existe para os ignorantes...
Nessas de se entregar prontamente a tudo com a intensidade de algo certo tem seus riscos. E alguém que corre riscos deve acostumar-se com eventuais derrotas - as vezes mais freqüentes do que eventuais.
Pensou... "Nessa idas e vindas... de se entregar e se perder no outro... a gente se mata um pouco a cada dia". Assim como um trago de cigarro lhe destrói, também o faz o amor a quem ama demais... Então.."porque me culpar?"... se de uma forma ou de outra vou morrer mesmo. Seja de uma forma ou de outra, com um trago ou um beijo, morro um pouco a cada dia.
Não se culpou mais com os maços de cigarro aos quais se entregava diariamente, deixou ser. Encerrou, sentado àquela mesa, mais um cigarro e mais uma derrota.
Dormiu bem..."
Texto: Bruno Guerra.
E hoje ele combina perfeitamente.
Tuesday, March 25, 2008
Minhoca Minha
E firmaram o palco que seria a testemunha e o estímulo das heresias, profecias, e divagações de uma próspera amizade: a mesa de bar.
Ela saiu de casa aquele dia pra tornar real o que já nem acreditava que pudesse existir, porque placa de Unaí se vê em Brasília mais que placa de retorno, mas daí encontrar um ser humano correto, educado e politizado só podia ser miragem de oásis no deserto de outubro do Distrito Federal.
Ele era curiosidade na cabeça dela. Mal sabia ele que a roraimense já tinha escutado parte de suas histórias vergonhosas, e que já tinha até se divertido à custa dele por causa disso. E ele nem era o objetivo da noite... Aliás, nem do dia. O feriado era pra ter sotaque carioca e nortista, e não das porteiras das terras de peão e rodeio.
Ela saiu de casa vestida pra batalha, mal sabia o que podia encontrar no percurso ou no destino, na dúvida, e na seca, nunca se arrisca. Deixa a alça do sutiã aparecer, que é máximo que ela sabe fazer pra provocar o sexo oposto. E vestida que nem piranha ela chega no bar, faz cara de paisagem, acha a mesa e senta. Pronto, hora do abate.
A mania de perseguição cognitiva nunca culminou daquele jeito. Por fora um sorriso e uma maquiagem impecável, mas a mão suava, e seu coração abraçara o pâncreas adoentado.
E ele veio de brinde.
Ele não, eles.
Porque tinha outro lá, uma das criaturas mais insanas, afetadas, e amorosas que ela teve o prazer de encontrar em sua sobrevivência.
Eles se olharam, e pronto. Não se sabe como foi pra ele, pra ela foi amor à primeira vista.
Eles se gostaram de graça, e olha que ela gostar de alguém assim, é quase como ganhar na loteria. E num pequeno gesto de cavalheirismo, que nem é comum pra ele, ela se encanta. Um simples copo de cerveja, ele deu o dele pra ela, e regou a rosa do Pequeno Príncipe.
Se conhecerem, se adoraram, embebedaram, e dançaram. Cansados sentaram no chão, e meia dúzia de palavras apenas foram ditas. Nada mais precisava ser comentado.
A noite acabou.
Ele ganhou diversão.
Ela alcançou objetivos, e resgatou sentimentos.
Ele ganhou uma amiga.
Ela ganhou mais anos de vida.
Pro Mauro. Tinhamo.
Monday, March 17, 2008
Falta de metodologia.
Acredito que os jornalistas, aqueles que eu suponho que vivam de escrever, devam ter a sua metodologia também. Isso, talvez fosse a única coisa que me atrairia caso eu fizesse tal curso. Como essa matéria deve ser nos primeiros semestres, depois de fazê-la eu largaria o jornalismo, antes que a crise-existêncial-jornalistica batesse à minha porta.
Tal metodologia me ajudaria muito, como hoje, que estou até inspirada pra escrever algo, mas não sei o que falar, nem como começar, fazendo cair por terra aquela imagem que as pessoas tem do designer, de ser uma pessoa "extremamente criativa".
Pensar tem sido difícil pra caramba.
Me passou pela cabeça como seria lindo se houvessem metodologias para tudo na vida, o passo-a-passo pros problemas financeiros, pros fracassos amorosos, para a boa convivência em sociedade. Já pensou? Ia ser tão prático, principalmente porque com o aumento da inclusão digital, e o fácil acesso à internet, existiriam tutoriais disponíveis pra download!
De repente, todos os nossos problemas acabariam, depois de uma procura no google! Isso que é um pensamento moderno, não é mesmo?
E como seria quando acabasse os assuntos? Quando tudo que eu penso e que me inspira é um ser humano que não dá a mínima pra mim, que me despreza e se preocupa comigo ao mesmo tempo, fazendo da minha vida um paradoxo estacionado em cima do muro?
Dizem que os amores complicados e impossíveis são os que valem mais a pena, e eu até concordaria se a balança não pesasse mais no lado do sofrimento, se não doesse toda vez que eu penso nisso, e se os pensamentos não ficassem tão sem nexo como esse texto, que começou falando de métodos, e agora fala de amor.
É, amor.
Se não for isso, é o que?
O que explica eu gostar até dos defeitos, das manias irritantes, das piadinhas sem graça e dos cortes de cabelo e barba, um mais feio que o outro? É amor, meus amigos.
Daqueles que se fossem correspondidos, seria tema de novela.
E se é amor, o sentimento de incompetência, de impotência, e de inexperiência são o quê?
Falta de metodologia.