Sunday, March 30, 2008

Última vez - parte 2.

Paradoxo.
Um oceano de sentimentos, de vivências, e situações, se resumem em apenas uma palavra. Paradoxo.
Que se você for parar pra pensar, não tem significado definido, não é nem lá, nem cá, é divergente, é discordante, é discrepante.
E que se EU for parar pra pensar, se resume em mim. Uma gama de palavras que no fim são a mesma coisa.

Parece o mais puro clichê da existência humana, alguém dizer que é o contraste em pessoa. Mas eu nunca pensei que pudesse ser essa antítese, esse devaneio. Eu nunca pensei que eu pudesse amar e odiar tanto alguém. Nunca.
Os anos vão passando, a situações vão se repetindo, e a trajetória de pseudo-paixões não-materializadas e sequer correspondidas tem sido massante. Pra mim já deu. Eu cansei.
Carregar isso nas costas já devia ter me feito ao menos aprender a lidar com essa situação que sempre se repete... Mas não, o alguém em questão é diferente de tudo que eu já me deparei. E o que dói mais não é nem a rejeição, é falta de consideração. É saber que ele pode ser a criatura mais dócil do mundo, mas que ele não me escolheu pra demonstrar os bons sentimentos. E aquelas músicas de perdedores não saem da minha cabeça, que vai de Lenine a Pearl Jam, numa mistura de "Por que não eu?" com "Por que você não pode ser a estrela do meu céu?", mas o Por Que sempre está presente...
Mas do que importa, se eu já desisti?
Hoje, eu jogo a toalha.
Hoje, ele já não faz parte dos meus sonhos e ilusões.
Hoje, eu vou apaga-lo.
E que comece então a fase de desamor.
Porque hoje, é a última vez que eu choro por ele.

Última vez - parte 1.

"Acendeu um cigarro para que o oxigênio lhe corresse mais limpo no sangue - a gente acredita nas mais loucas tolices para sustentar alguns vícios.

Como o vício de se entregar prontamente a cada nova relação sem pensar no que isso pode nos levar. Esperamos, claro, sempre o melhor. Aliás, não esperamos, temos certeza do melhor, porque a cegueira do amor não vê defeitos não é mesmo?? "Como que algo tão bom não irá durar??". Oras, porque as coisas nem sempre são assim... tão simples. Ou as vezes são e nossas depressões constantes com o término das coisas é que fazem com que elas pareçam tão complicadas.

Era óbvio que ele, mais uma vez não conseguiria passar por tudo aquilo com a clareza que se espera de alguém que faz do pensamento sua forma de viver. Mas, na verdade, clareza é algo que só existe para os ignorantes...

Nessas de se entregar prontamente a tudo com a intensidade de algo certo tem seus riscos. E alguém que corre riscos deve acostumar-se com eventuais derrotas - as vezes mais freqüentes do que eventuais.

Pensou... "Nessa idas e vindas... de se entregar e se perder no outro... a gente se mata um pouco a cada dia". Assim como um trago de cigarro lhe destrói, também o faz o amor a quem ama demais... Então.."porque me culpar?"... se de uma forma ou de outra vou morrer mesmo. Seja de uma forma ou de outra, com um trago ou um beijo, morro um pouco a cada dia.

Não se culpou mais com os maços de cigarro aos quais se entregava diariamente, deixou ser. Encerrou, sentado àquela mesa, mais um cigarro e mais uma derrota.

Dormiu bem..."

Texto: Bruno Guerra.

E hoje ele combina perfeitamente.

Tuesday, March 25, 2008

Minhoca Minha

Eles se conheceram numa quarta-feira.
E firmaram o palco que seria a testemunha e o estímulo das heresias, profecias, e divagações de uma próspera amizade: a mesa de bar.
Ela saiu de casa aquele dia pra tornar real o que já nem acreditava que pudesse existir, porque placa de Unaí se vê em Brasília mais que placa de retorno, mas daí encontrar um ser humano correto, educado e politizado só podia ser miragem de oásis no deserto de outubro do Distrito Federal.
Ele era curiosidade na cabeça dela. Mal sabia ele que a roraimense já tinha escutado parte de suas histórias vergonhosas, e que já tinha até se divertido à custa dele por causa disso. E ele nem era o objetivo da noite... Aliás, nem do dia. O feriado era pra ter sotaque carioca e nortista, e não das porteiras das terras de peão e rodeio.
Ela saiu de casa vestida pra batalha, mal sabia o que podia encontrar no percurso ou no destino, na dúvida, e na seca, nunca se arrisca. Deixa a alça do sutiã aparecer, que é máximo que ela sabe fazer pra provocar o sexo oposto. E vestida que nem piranha ela chega no bar, faz cara de paisagem, acha a mesa e senta. Pronto, hora do abate.
A mania de perseguição cognitiva nunca culminou daquele jeito. Por fora um sorriso e uma maquiagem impecável, mas a mão suava, e seu coração abraçara o pâncreas adoentado.
E ele veio de brinde.
Ele não, eles.
Porque tinha outro lá, uma das criaturas mais insanas, afetadas, e amorosas que ela teve o prazer de encontrar em sua sobrevivência.
Eles se olharam, e pronto. Não se sabe como foi pra ele, pra ela foi amor à primeira vista.
Eles se gostaram de graça, e olha que ela gostar de alguém assim, é quase como ganhar na loteria. E num pequeno gesto de cavalheirismo, que nem é comum pra ele, ela se encanta. Um simples copo de cerveja, ele deu o dele pra ela, e regou a rosa do Pequeno Príncipe.
Se conhecerem, se adoraram, embebedaram, e dançaram. Cansados sentaram no chão, e meia dúzia de palavras apenas foram ditas. Nada mais precisava ser comentado.
A noite acabou.
Ele ganhou diversão.
Ela alcançou objetivos, e resgatou sentimentos.
Ele ganhou uma amiga.
Ela ganhou mais anos de vida.



Pro Mauro. Tinhamo.

Monday, March 17, 2008

Falta de metodologia.

Eu, como designer, tenho meus métodos para conduzir meu raciocínio para resolver os problemas e desafios de design que tenho diariamente.
Acredito que os jornalistas, aqueles que eu suponho que vivam de escrever, devam ter a sua metodologia também. Isso, talvez fosse a única coisa que me atrairia caso eu fizesse tal curso. Como essa matéria deve ser nos primeiros semestres, depois de fazê-la eu largaria o jornalismo, antes que a crise-existêncial-jornalistica batesse à minha porta.
Tal metodologia me ajudaria muito, como hoje, que estou até inspirada pra escrever algo, mas não sei o que falar, nem como começar, fazendo cair por terra aquela imagem que as pessoas tem do designer, de ser uma pessoa "extremamente criativa".
Pensar tem sido difícil pra caramba.
Me passou pela cabeça como seria lindo se houvessem metodologias para tudo na vida, o passo-a-passo pros problemas financeiros, pros fracassos amorosos, para a boa convivência em sociedade. Já pensou? Ia ser tão prático, principalmente porque com o aumento da inclusão digital, e o fácil acesso à internet, existiriam tutoriais disponíveis pra download!
De repente, todos os nossos problemas acabariam, depois de uma procura no google! Isso que é um pensamento moderno, não é mesmo?
E como seria quando acabasse os assuntos? Quando tudo que eu penso e que me inspira é um ser humano que não dá a mínima pra mim, que me despreza e se preocupa comigo ao mesmo tempo, fazendo da minha vida um paradoxo estacionado em cima do muro?
Dizem que os amores complicados e impossíveis são os que valem mais a pena, e eu até concordaria se a balança não pesasse mais no lado do sofrimento, se não doesse toda vez que eu penso nisso, e se os pensamentos não ficassem tão sem nexo como esse texto, que começou falando de métodos, e agora fala de amor.
É, amor.
Se não for isso, é o que?
O que explica eu gostar até dos defeitos, das manias irritantes, das piadinhas sem graça e dos cortes de cabelo e barba, um mais feio que o outro? É amor, meus amigos.
Daqueles que se fossem correspondidos, seria tema de novela.
E se é amor, o sentimento de incompetência, de impotência, e de inexperiência são o quê?
Falta de metodologia.

Monday, March 03, 2008

nem é

Dá pra entender?
Dá pra entender por que eu sou estranha assim?
Por que eu gosto de me trancar no meu mundo, e odeio quem possa me assistir ao vivo?
Por que a palavra solidão agrega tanto valor negativo?
She´s my best friend...
Cadê aquela segurança que a Bruna falou que eu tenho?
Cadê o controle emocional?
E depois de tanto ódio, tanto incomodo, eles foram e eu fiquei.
E chorei sozinha, vendo minha criança indo embora.
Tô sentindo falta do barulho, do choro, e da conversa sem nexo.
E escutar aquela vozinha dizendo "titia! cavalo! peixe!", não exatamente nessa ordem, mas várias vezes por dia.
Eu escolhi assim, eu sempre quis estar aonde eu estou.
Agora eu sou só trabalho e só Interpol.
E nem é TPM.

Thursday, February 14, 2008

Peruando.

Leticia me chamou de heroína, porque eu sei peruar.
Eu sempre achei coisa de perua aquelas que dizem que precisam viajar pra espairecer, esquecer dos problemas e renovar os ares. Até eu descobrir que sou capaz de fazer isso, e que a técnica é realmente boa e eficaz pra quem consegue deixar as coisas de lado, e fingir que está tudo bem por um tempo limitado.
Mas daí eu voltei, e achei aquelas coisas que me encomodavam no mesmo lugar onde deixei, só que com a poeira de dois meses acumulada. E quando eu limpei, voltou o cansaço, a insatisfação, a rejeição, o descaso, e até o cd da cibelle voltou.
Que droga, quero viajar pra sempre.

Wednesday, February 13, 2008

2008

De volta.
Depois de dois meses de férias, de um novo ano começar, e até o carnaval já passou.
E parece que o tempo passou em câmera lenta, que a vida evoluiu em muitos pontos, e que regrediu em alguns que me eram cruciais.
É horrível admitir que eu não sou mais a mesma, e consequêntemente as coisas que me cercam também não são, e tentar me fazer de vítima em situações que sou tão culpada quanto o outro lado chega ser até ridículo agora que nem faço questão de que tudo volte ao meu conceito de "normal".
Amadurecer dói demais. E uns dizem até que é opicional. Eu já não faço mas nem questão.
Eu que sempre me doei, sempre amei, sempre me dediquei, e me achava tão autruísta... tô mais pra ser humano medíocre e egoísta, e o pior é que ainda acho que tenho razão.
Que eu viva sozinha então.
Luciana e solidão se merecem, parecem que foram feitas uma para a outra.
Um coração em volta dos nossos nomes é tão lindo... e sem ironia: que sejamos felizes para sempre.

Wednesday, December 05, 2007

batepapo.com.br

Haroldo diz:
Então tu nem vem, né?

- Luciana Lobato diz:
acho que não, parece que é isso que tu quer.
tu só fala nisso.

Haroldo diz:
sera?

seramesmo.com.br?

- Luciana Lobato diz:
achoquesim.com.br


Haroldo diz:
achoqueeuqueroquetuvenhasim.com.br

- Luciana Lobato diz:
ficofeliz.com.br

Haroldo diz:
tenhoquelavaralouça.com.br
bjo.com.br


- Luciana Lobato diz:
tchau.com.br
teamo.com.br


Haroldo diz:
(L).com.br



E não vejo a hora de chegar.

Tuesday, November 27, 2007

aqui.

E por aqui, é tanto sentimento, que falta inspiração.

Só me resta parafrasear os outros.
Só me resta.

instante de dois

Não quero que você me coma
Não quero que você me engula
Não quero que você me acorde
Não quero que você me durma
Não quero que você me assista
Não quero que você me assuma
Não quero que você me corte
Não quero que você me inclua

Eu só quero um segundo teu
E um segundo meu
Um instante de dois
Sem mais, nem pra depois eu te dizer
Que eu te amo não
Te amo demais para ser prisão
De dois
Amor

Monday, November 26, 2007

QUE FAÇA!

O pauloleminski

é um cachorro louco

que deve ser mortoa pau a pedra

a fogo a pique

senão é bem capaz

o filhodaputa

de fazer chover

em nosso piquenique

ENTÃO QUE FAÇA!

green grass

God took the stars and he tossed them
Can't tell the birds from the blossoms
You'll never be free of me
He'll make a tree from me

Don't say good bye to me
Describe the sky to me
And if the sky falls, mark my words
We'll catch mocking birds

Lay your head where my heart used to be
Hold the earth above me
Lay down in the green grass
And please, please, love me.

Sunday, November 25, 2007

Corrente.

Nálivia me "correntou".
Mas como o tédio de domingo é grande, eis que resolvo participar.

é assim:
você abre o dicionário, pega a primeira palavra que você olhar, escreva o significado, e depois pegue a primeira figurar que o google achar.

A minha foi:

COMPETENTE

do Lat. competente

adj. 2 gén.,
que tem competência ou jurisdição legal;
que tem habilidade, aptidão;
apto;
capaz;
que lhe pertence;
devido;
próprio;
adequado;
suficiente.

E a foto:

Bem, muito melhor que me deparar com a foto do próprio presidente, ?

Deus me poupou da ironia usual.

Só passo a corrente pra Bruna, a única blogueira que lê esse blog e que ainda não tinha sido "correntada".

Tuesday, November 20, 2007

Leminski-meu-de-cada-dia

a estrela cadente
me caiu ainda quente
na palma da mão

Wednesday, November 07, 2007

Transbordando.

Eu não aguento, eu não consigo. Já transborda, é muito.
Aqui, hoje e agora, eu boto pra fora.
Você não cabe mais dentro de mim.

Eu te odeio TANTO que só você não vê.
Não vê que eu te olho, que eu te sigo, que te gosto, que eu te respiro, e que a sua existência em mim é maior que eu, e que transborda.
E que eu tô cansada, de guardar você dentro de mim.
Porque... assim... você... não cabe.
Não cabe mais dentro de mim.

Então hoje eu te boto pra fora, de boto pra fora da boca, pra fora da cabeça, e pra fora do coração. Porque você é muito. Muito de você dentro de mim.
Te boto pra fora da boca, de boca pra fora.
E assim, te botando pra fora, eu acabo te botando de novo pra dentro de mim.

E por isso eu te odeio.
Você é muito no pouco que eu sou.

antunes.

Pode ser loucura, pode ser razão. Pode ser sim, pode ser não. Pode ser maria, pode ser joão. Pode ser carro, pode ser avião. Pode ser saúde, pode ser educação. Pode ser porta, pode ser portão. Pode ser amor, pode ser prisão. Pode ser drama, pode ser pastelão. Pode ser laranja, pode ser limão. Pode ser bíblia, pode ser alcorão. Pode ser inverno, pode ser verão. Pode ser pé, pode ser mão. Pode ser nevoeiro, pode ser poluição. Pode ser samba, pode ser baião. Pode ser são jorge, pode ser dragão. Pode ser circo, pode ser pão.

Pode ser guitarra, pode ser violão. Pode ser brocha, pode ser garanhão. Pode ser trepada, pode ser masturbação. Pode ser cama, pode ser chão. Pode ser visita, pode ser invasão. Pode ser regra, pode ser exceção. Pode ser tristeza, pode ser preocupação. Pode ser marte, pode ser plutão. Pode ser xadrez, pode ser gamão. Pode ser sério, pode ser gozação. Pode ser solteiro, pode ser sultão. Pode ser papo, pode ser discussão. Pode ser progresso, pode ser recessão. Pode ser bolsa, pode ser pregão. Pode ser favela, pode ser mansão. Pode ser fim, pode ser introdução.

Só não sei porque, eu e você, não pode não.

Tuesday, October 30, 2007

Mary Fest Folia 2007

Vem aí...


A melhor festa do feriado! Imperdível!

TPM do bem?

Estou NA tpm. Porque eu acho que se eu falar que estou DE tpm, as pessoas podem ver um mal-humor que esse mês não me visitou, uma mal-comidisse que dessa vez eu não senti.
Mas os outros sintomas da fase insuportável do mês eu sinto, um sentimentalismo que eu não tenho, uma carência excessiva, e uma vontade incontrolável de comer 50 quilos de brigadeiro.
Se aproveitando disso, as pessoas tendem a piorar a situação, cortando minhas pernas com textos açucarados, que me dão vontade de escrever o meu, se é que algum açúcar eu consigo jogar nesse blog. Daí eu penso na mulherzinha que no fundo profundo do meu ser habita em mim - sem nenhum exagero de expressão, na identificação brega que eu sinto sem querer, e no ser humano que eu sou sem saber.
Que merda, eu sou gente.
E como gente, eu não existo na maioria das situações.
Eu não existo quando sou tomada pela existência do idiota-amado, que é maior que a minha, que é melhor que eu, que é mais forte do que sou, e que é tão irritante quanto a pessoa em questão. O que de fato me faz querer não existir literalmente, as vezes.
Eu não existo quando eu visualizo que o sentimento não acabou, que a decepção que eu achava sentir era só um amadurecimento meu, e do sentimento, que eu odeio muito, mais do que tudo, mais do que o dono do sentimento, mais do que toda essa situação.
Eu não existo de preocupação, quando um amigo querido some, desaparece do mapa, e mesmo que não me dê um sinal de vida, mesmo que tenha me feito passar uma situação horrível, eu ainda sinto aquela dorzinha do amor que eu sinto por ele, e o ódio que eu senti por 25 minutos some, e eu só sinto aquela dor, dor de tanto amor, dor de aflição, de preocupação, de amor.

Não existir eu não existo, por vários motivos, todo dia, toda hora.
Não existo porque eu sou gente. Que merda, eu sou.

Sunday, October 21, 2007

Domingo parte 2

- Alô...
- Acorda, se arruma e vem pra cá!
- Tem almoço ai?
- Tem.
- Me deixa dormir mais um pouco?
- Ta bom, daqui meia hora eu te ligo.


Eu realmente precisava de Brexa na minha vida.

Domingo parte 1

acordei bemol
tudo estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido