Monday, May 28, 2007

Inspiração de Licença-Premium

Eu queria escrever um post bem bonito. Ou pelo menos, significante. Mas a minha cabeça não tem colaborado.
Esse lance de manter um blog é mais complexo do que eu imaginava. Escrever pra mim é que nem arrotar - não adianta forçar, tem que ser espontâneo. E eu sei que essa foi a pior comparação que eu já fiz na vida. Mas fazer o que? Quando minha inspiração resolve sumir, tira férias de 3 meses em Paris. (Já viram aquela comunidade "Só sofro em Paris"?)

Das observações habituais, também não tenho nada a declarar.
Quer dizer, fiz algumas reparações pessoais, mas eu juro que não convém falar aqui, principalmente depois da infame comparação da escrita com o arroto.
Até tentei escrever algo sobre a vinda do Papa, e o quanto ela NÃO representou pra mim, mas acabei deixando de lado. Vai fazer quase um mês que o Pontífice Romano foi embora, perdi o Time do post. E sabe como é, né? Time é tudo....

Então beleza, é isso aí, acabou o assunto por hoje.
E eu juro que um dia eu ainda posto no Jornalesmas, mas só quando a inspiração voltar da licença-premium.

Em tempo: o Nietzsche chorou que nem uma bixona. Do jeito que eu gosto.

Friday, May 11, 2007

"Load your guns before the night"

De madrugada, no auge da minha insônia, após uma leitura de 50 páginas de "Quando Nietzsche Chorou", descobri que tenho um preconceito incomum. Notei que desenvolvi um bloqueio em relação ao que eu considero "Clichês do Intelectualismo", após escrever o post de 23 de março, que se encontra neste blog.
Criei uma aversão a Chico Buarque, e Friedrich Nietzsche como tenho pelo Lula, Arruda, Pelé e os membros do RBD. Tudo bem, eu sei que os dois primeiros nem de longe se parecem com os outros citados, mas acredito que chegaram a um mesmo nível de banalização.
É fato que o ser humano tem uma necessidade grotesca de auto-afirmação, e que lidamos com uma competição de sabedoria todos os dias. Então, nada mais justo do que buscar alimento para a mente, e tornar a sobrevivência mais interessante.
Eu, humana, demasiada humana, (entenderam o trocadilho?) não estou fora das estatísticas. Cheguei a um certo ponto de minha vida, que por interesses pessoais, precisei me "intelectualizar". Motivos extremamente fúteis, não nego. Mas eu tinha que começar por algum ponto. E por que eu tenho que gostar do que "todo mundo" gosta? Pra chegar a outro nível, eu preciso iniciar pelo mesmo nível? Claro que não, o "outro nível" pode ser alcançado de outras maneiras.
Mas daí, eu tenho que voltar ao assunto do post: o preconceito.
Resumindo, eu quis dizer que não preciso gostar de Chico e Nietzsche, nem de cinema e café expresso, pra ter um diferencial.
Mas eu gosto.
Não dá pra negar a obra Nietzsche, nem a sua importância para a filosofia.
Não dá pra negar que cinema é a sétima arte, e que desperta sensações incríveis.
Não dá pra negar café é bão demais, e que melhora o meu humor.
E nem dá pra negar que o samba do Chico é ótimo.
É por isso que eu pergunto:

Alguém quer ir pro show do Chico comigo, no dia 15?

E viva a banalização.

Monday, May 07, 2007

Vivendo de Sono

Durmo, trabalho, durmo, estudo, e durmo.
Durmo, procastino, durmo, procastino, e durmo.
Durmo, cresco, durmo, aprendo, e durmo.
Durmo, ganho, durmo, ganho, e durmo.
Durmo, penso, durmo, amo, e durmo.
Durmo, socializo, durmo, sofro, e durmo.
Durmo, vivo, durmo, vivo e durmo.
Faço tudo, e durmo.
Mas queria só dormir, pra não ver o tempo passar.

Wednesday, May 02, 2007

Pós-Aniversário

Primeiro de maio acabou, e aqui estou eu.
Teria sido um dia comum, se não fosse o pior aniversário da minha vida.
Doeu, mas não tanto quanto eu pensava que ia doer.
Aniversários pra mim perderam o sentido desde que voltei pra Brasília, eu simplesmente acho que eu não tenho mais o que celebrar. Família e amigos longe demais pra isso.
Na verdade eu não estou aqui pra me lamentar, percebi que isso não me leva a lugar algum. Mas estou aqui pra analisar meu dia, e consequentemente minha vida.
Fiz 19 anos na madrugada de ontem, e posso dizer que os meus primeiros-de-maio já foram mais completos em muitos sentidos. Mas em nenhum outro aniversário eu tinha o auto-conhecimento que tenho hoje. Afinal de contas, é isso que a gente ganha com a idade, conhecimento e amadurecimento.
No último ano em que vivi minha vida deu um salto: entrei na faculdade, comecei a morar sozinha, e arranjei um emprego. Três coisas que eu não imaginava fazer aos 19 anos. Comparando com as ambições de antes, acho que eu cheguei bem mais longe do que esperava. Eu só não sabia que teria que pagar um preço muito alto por tudo isso.
No período em que eu morei em Boa Vista, eu não desejei outra coisa além de voltar pra Brasília. Sempre achei que aqui era o meu lugar. Mas o dia em que isso de fato aconteceu, meu coração se dividiu muito mais do que eu gostaria. Foi um sofrimento inexplicável. E desde o dia que cheguei, uma pergunta martela em minha cabeça: Será que eu estava certa? Será que tudo o que eu quis esse tempo todo não é o certo pra mim? Será que vale a pena ficar longe de quem se ama, mesmo que em busca de um sonho? Eis o drama de minha vida.
E as respostas, sabe Deus quando eu vou ter.
Analisando tudo, tenho total certeza de que toda essa experiência me faz crescer a cada dia, mas tenho que admitir uma coisa: a convivência comigo mesma não tem sido nada fácil. A gente sempre tem a ilusão de que morar sozinho é eliminar muitos, se não todos os problemas de relacionamento que temos com quem moramos, mas a parte de saber lidar com a solidão não é contada em nenhum livro, e nem falada por nossos pais no dia da despedida.
E eu só percebi que ainda tenho muito a crescer por causa da dor. Ela tem sido o meu "medidor de crescimento". No dia em que eu parar de sofrer, e sentir só saudade, vou ter atingido a tal da maturidade. Mas é como diz aquela música: "It´s a long way to the top, if you wanna rock n roll".
Pra terminar, vai um poema da escritora Martha Medeiros, sobre quando sua filha foi estudar no exterior:
Embarquei minha filha no navio e disse, minha filha, vai
Disse, minha filha vai descobrir o que há do outro lado do mar
Embarquei e disse, vai minha filha, descobrir o que há que não se pode contar
Disse, vai e olha com teus olhos o que amor nenhum pode detalhar
Vai, minha filha, sonhar e conhecer melhor o mundo para melhor navegar
Disse, vai, minha filha atravessar fronteiras e encontrar o que existe do lado de lá,
Eu disse vai, que eu fico te esperando aqui minha filha,
Eu fico te aguardando,
Eu disse, vai que eu guardo teu lugar.

Então hoje eu começo meus 19 anos. E começo mal.
Mas amanha tudo pode estar melhor.

Tuesday, April 24, 2007

deu Zebra!

"O Serviço Especial de Transporte de Vizinhança (também conhecido por Zebrinha devido às listas pintadas nas laterais dos veículos) faz parte do Sistema de Transporte Público Coletivo. É um serviço complementar ao convencional, transportando em média 330.436 passageiros/mês. É executado por empresas de transporte sob regime de permissão, com veículos do tipo microônibus, com capacidade de 26 assentos, e tarifa diferenciada, oferecendo a opção do deslocamento entre as quadras do Plano Piloto e os principais setores da cidade (Conjunto Nacional, Setor Comercial Sul, Esplanada dos Ministérios, entre outros) com mais conforto e agilidade."

Vinte e seis assentos? Sabe quantas pessoas tinham na Zebrinha que eu peguei hoje de manha? Bem umas 53, por alto. Isso aconteceu porque o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) enfim acabou com a guerra entre Transporte Público vs. Transporte Alternativo (vans) que existiu desde sempre no Distrito Federal. Guerra essa que eu particularmente não sei de que lado estou. De um lado, têm os motoristas de vans que são verdadeiros Serial Killers, e não respeitam nenhuma lei de trânsito. E de outro tem os ônibus do governo em estado calamitoso, que além de ter uma tarifa exorbitante, não atendem a população em praticamente nenhum aspecto.

Eu só sei que a partir de agora eu vou ter que sair de casa mais cedo todo dia, e andar em uma Zebrinha entupida de gente, todo dia, e escutar gente reclamando, todo dia, e ser espremida todo-santo-dia. Pelo menos enquanto eu trabalhar no Senado Federal, e morar na W3 Sul.

De acordo com o nosso ilustríssimo Governador, que por sinal também tem uma magnífica careca, é época de proibir. Que maravilha. Deviam tem proibido ele de ser governador também. Mas é como meu pai diz: "Ainda bem que ele se elegeu, é bom que ele nunca mais se candidata a nada". Como se mal governo servisse de lição pra alguma coisa...

Eu faço uma proposta: que cada um dos políticos abdicassem seus motoristas pelo menos por um dia, e apreciassem a paisagem arquitetônica de Brasília por dentro de um ônibus. Ou melhor, de uma Zebrinha. Eles comprariam um ônibus cada um, com verba do próprio bolso. Mas como já dizia o filósofo: "Zebrinha no c* dos outros é refresco".

Se pelo menos o metrô funcionasse... mas o querido metrô é assunto pra outro post.

Monday, April 23, 2007

Tentativa de intelectualismo.

Daí eu resolvi que eu queria escrever poesia.
Porque poesia é coisa de gente intelectual.
Ui.
E ser intelectual, meu bem, é sonho de todo estudante-universitário-metido-a-besta.
Então, como eu faço? Eu não sou isso não.
Gente intelectual não lê portal de fofoca, não assite os clipes do momento, e nem come rabada na quarta-feira.
Quantos litros de café expresso eu vou ter que tomar?
Quando livros do Nietzsche eu vou ter que ler?
Quantos discos do Chico Buarque eu vou ter que comprar?
Credo, vou ficar pobre com tudo isso.
E ainda não vou ter tempo de ficar no MSN.
E vida sem MSN, não é vida, não é verdade?
Eu tô começando a achar que isso não é vida pra mim não. Essas coisas de falar bonito, e de escrever mais ainda vai além da minha capacidade mental.
E olha que eu sei acender fósforo com uma mão só, e abrir latinha de cerveja com o dente. Aposto que você não sabe.Ou sabe? Se souber diz que não, alguma coisa em especial eu tenho que saber fazer na minha vida.

Já sei, vou fazer poesia de buteco.
Toda essa tentativa de intelectualismo me deu sede.
"ô Bigode, cadê minha cerveja, porra?"

Saturday, January 27, 2007

Realismo Maravilhoso

Que o mundo seja a favor da minha carnavalização, e da minha poesia.
Porque afinal de contas, o trágico também é mágico, aos olhos de quem enxerga para dentro.
Que o meu Realismo Mavilhoso seja aceito, não como verdade, mas como expressão.
Porque a sanidade não nasce para todos, em um mundo que não dá voltas.
E que me descanse a alma.
Porque a tentativa do progresso interior pode ser infindável.





"... o fantástico, para o homem contemporâneo,
é um modo entre cem de rever a própria imagem."
Jean Paul Sartre

Friday, January 05, 2007

Início

Bom, esse é meu segundo blog.
O primeiro descreveu uma fase da minha vida, e espero que esse descreva e acompanhe outra completamente diferente.
Nele, pretendo escrever coisas sobre mim e para mim, e se você ficou sabendo da existência deste, é que de certa forma, quero dividir o que se passa dentro da minha cabeça infame com você, ou não.
O meu primeiro blog existiu durante a minha adolescência, não foi útil, mas também não foi inútil, apesar de fútil.
Agora estou passando para a fase adulta, e acho que vale a pena registrar isso.
Bom, e para começar, vou fazer um daquelas listas de coisas que pretendo fazer no ano de 2007.
Eu sempre tive panico dessas listas, o medo de decepcionar a mim mesma superou a mínima vontade que eu tinha de fazê-las.
Se bem que eu também não era uma pessoa de ambições... mas deixa isso pra lá.
Então, o primeiro ítem da minha lista, vai ser sobre a dita cuja:

1 - Perder o medo de listas de desejos para ano-novo. Porque se eu to achando que eu to passando pra fase adulta, medos como esse já está na hora de perder. Eis-me aqui.

2 - Eu acho que a medida mais desesperadora que tenho no momento é o lance da minha moradia, pretendo agora em janeiro mesmo mudar pra um apartamento, e sair daquela república quente.

3 - Começar a trabalhar em fevereiro, e com o meu primeiro salário, dar entrada em um computador descente, que me acompanhará durante toda a faculdade e quem sabe mais um pouco.

4 - Passar na prova prática do Detran de primeira. E de preferência o mais rápido possivel. Até o fim deste mês pretendo ser a mais nova habilitada a tocar o terror em Brasília.

5 - Para o primeiro semestre de 2007, pretendo praticar mais meus desenhos, terei 4 matérias de desenho na faculdade, e eu não posso reprovar em nenhuma. Aliás, reprovar é algo que eu acho inadimicível, se por algum motivo eu não puder me formar com a turma que estudo atualmente, acho que até desisto do curso. (Mentira.. hahauahua).

6 - E para o segundo semestre, superar o bicho papão da Semadi (Semana Acadêmica de Design) que terei que fazer brotar do nada, juntamente com meus amados colégas de curso.

7 - Eu quero cortar meu cabelo curto! Não tão curto... Mas cadê a coragem?

8 - Tomar vergonha na cara e levar minha saúde a sério. Ou seja, emagrecer. Não vou botar aqui quantos quilos porque afinal, estou superando um medo agora, e não vou ousar me limitar a números.

9 - Parar de tomar refrigerante. Será que eu abandono esse vício de vez?

10 - Fazer a minha tatuagem da perna direita. Ousadia?

11 - Quanto a vida amorosa, eu pretendo me resolver.

12 - Eu quero viver mais, me divertir mais, amar muito mais, e me conhecer mais. Eu quero ser a Luciana, sem influências de ninguém.


Feliz 2007 pra mim.
E seja o que Deus quiser.